DF: metodologia participativa ensina produtores a avaliar a saúde do solo

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Quando se trata de metodologia participativa, a observação é um fator essencial para se obter sucesso na avaliação da saúde do solo. Com indicadores precisos e práticos, o próprio agricultor pode compreender as características do solo para, então, pensar em estratégias para melhorar sua qualidade.

Na sexta-feira (1º), a bióloga Mariane Carvalho Vidal, pesquisadora da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), irá ministrar um curso sobre o assunto para ensinar a produtores rurais, técnicos agrícolas e estudantes de Ciências Agrárias quais fatores práticos considerar no momento de analisar aspectos do solo. “Vamos apresentar a metodologia e os indicadores de sustentabilidade do solo, mostrar como se aplica no campo e, em um último momento, ensinar como interpretar os dados obtidos”, sintetiza.

No curso, serão considerados dez indicadores de sustentabilidade: profundidade, estrutura, compactação, estado de resíduos, matéria orgânica, retenção de água, cobertura do solo, erosão, presença de invertebrados e atividade microbiológica, capazes de serem medidos no campo de maneira rápida e fácil. No caso do indicador profundidade, por exemplo, um simples arame de comprimento conhecido, quando afundado no solo, pode estimar quão profundo é aquele solo. “Na hipótese de o solo apresentar 20 cm de profundidade, o agricultor terá que refletir qual hortaliça pode ser cultivada nesse perfil de solo. Se ele deseja plantar cenoura, por exemplo, o solo pouco profundo pode causar problemas no desenvolvimento da raiz e, por isso, será necessário adotar práticas de descompactação”, orienta Mariane.

Nesse exemplo, a utilização de um adubo verde com raiz profunda, como o nabo forrageiro, pode ser uma solução para romper essas camadas mais compactadas, permitindo, assim, o cultivo de cenoura. Porém, o importante nessa metodologia participativa é o agricultor refletir sobre suas práticas e traçar suas próprias estratégias a partir da interpretação dos dados obtidos com os indicadores de sustentabilidade. “Na verdade, queremos que o produtor entenda as características técnicas de uma maneira prática e esteja apto a traçar alternativas para um manejo agroecológico do solo”, ilustra.

Projeto bilateral

O curso de metodologia participativa para avaliação da saúde do solo está previsto nas atividades do projeto “Uso de plantas de cobertura do solo na sucessão de cultivos de hortaliças sob manejo agroecológico”, desenvolvido pelo o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina em parceria com a Embrapa Hortaliças e Embrapa Agrobiologia (Seropédica/RJ). “Baseado em indicadores comuns, ao final do projeto, pretende-se fazer uma triangulação de dados para chegar a uma construção coletiva de estratégias que interferem positivamente na qualidade do solo”, conclui a pesquisadora.

SERVIÇO

Curso: Metodologia participativa para avaliar a saúde do solo

Local: Sítio Geranium (Chácara 29 – Núcleo Rural Taguatinga/DF)

Data e horário: 1º/03/2013 – das 8h às 17h

Vagas e público: 50 vagas disponíveis para produtores rurais, técnicos agrícolas e estudantes de Agronomia

Fonte: Embrapa Hortaliças

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