Encontro define demandas de povos e comunidades tradicionais para debate na Conferência

Conferência

Representantes quilombolas, indígenas, extrativistas e de comunidades tradicionais de todo o país se reuniram nesta terça-feira (16), em Brasília, para debater questões estratégicas relacionadas aos segmentos. A Conferência Setorial Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural e Sustentável (Condraf) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), segue até quinta-feira (18) e discutirá demandas do setor que serão levadas à 2ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS).

“Povos e comunidades tradicionais vêm ganhando cada vez mais espaço para expor suas reivindicações específicas e garantir a ampliação de suas políticas”, observou o assessor especial para Povos e Comunidades Tradicionais do MDA, Edmilton Cerqueira. “Nesse sentido, a Conferência Setorial é mais um exemplo de afirmação desses espaços, onde vários sujeitos da sociedade civil e movimentos sociais trazem suas propostas para serem debatidas e discutidas no âmbito da conferência nacional”, explicou Cerqueira.

O evento contou com a presença do secretário-executivo do MDA, Laudemir Müller, representando o ministro Pepe Vargas. “Estamos trabalhando para fazer a melhor Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. Mas isso só se faz em conjunto, com muitas mãos, com essa mobilização que estamos vendo no Brasil inteiro, com eventos nos territórios, estados e municípios”, avaliou Müller. “É um processo em que todo mundo tem que trabalhar junto, para definir qual é a pauta de eixos estratégicos para promoção do desenvolvimento rural sustentável em nosso país”, lembrou.

Conferência Setorial

Durante os três dias de evento, temas como: etnodesenvolvimento, acesso à terra e desenvolvimento socioeconômico e ambiental serão discutidos em grupos de trabalho. Para o representante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Johnny Martins, o encontro é uma oportunidade de diálogo e troca de ideias. “É o momento em que nós temos de propor soluções para nossas demandas e fazer com que nossas reivindicações cheguem à ponta, aos municípios e aos estados”, atentou.

Da Conferência Setorial participam 160 representantes da sociedade civil e movimentos sociais – sendo 40 indígenas, 40 quilombolas, 40 extrativistas e 40 representantes de outras comunidades, como pescadores artesanais, povos de terreiro, faxinalenses, caiçaras, pantaneiros, populações de fundo de pasto e quebradeiras de coco.  Destes, serão eleitos 80 delegados e delegadas que irão representar o segmento de Povos e Comunidades Tradicionais na 2ª CNDRSS.

Fonte: MDA

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