RS: Emater prioriza debate sobre sucessão rural e agroindústria familiar na Expodireto Cotrijal 2013

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Não-Me-Toque/RS – Um problema que compromete a produção de alimentos no país e ameaça elevar a inflação – a falta de mão de obra no campo -, estará na agenda durante a Expodireto Cotrijal, que ocorre na próxima semana, de 4 a 8 de março, em Não-Me-Toque. A Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e Cotrijal, leva para o seu Espaço da Família Rural dois temas: a Sucessão Rural e a Agroindústria Familiar. Continuar lendo

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Pela terceira vez, Emater-MG é eleita a melhor empresa de desenvolvimento agropecuário do país

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O governador em exercício Alberto Pinto Coelho, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, e o presidente da Emater-MG, Marcelo Lana, participaram, na noite desta quarta-feira (10), em São Paulo, da oitava edição do Prêmio Melhores do Agronegócio, promovido pela revista Globo Rural, da Editora Globo. Pela terceira vez, a segunda consecutiva, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) foi eleita a melhor empresa na categoria Desenvolvimento Agropecuário. A empresa mineira já venceu na categoria em 2006 e 2011.

“A Emater é um patrimônio não só de Minas Gerais, mas um patrimônio brasileiro, pela excelência do seu trabalho na extensão rural. É um prêmio, um reconhecimento, que nos enche de alegria e que também estimula o desenvolvimento da agropecuária. Mais do que uma vocação nacional, trata-se de um segmento empregador importante e que gera divisas para Minas e todo o país”, afirmou Alberto Pinto Coelho.

O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, destacou a importância da empresa para o desenvolvimento da agricultura no Estado. “A Emater tem como tradição ser uma empresa exemplar, que vem projetando e alavancando a agricultura de Minas, um dos estados celeiros do Brasil”, disse.

Para o presidente da Emater-MG, Marcelo Lana, esse prêmio representa a qualidade do trabalho prestado pela Emater-MG e a dedicação de todos os funcionários.“Essa conquista demonstra o esforço do governo de Minas Gerais para fortalecer a assistência técnica e extensão rural, garantindo desenvolvimento e atendimento de qualidade para os agricultores familiares”, afirma Marcelo Lana. O presidente também ressalta que a premiação destaca a gestão moderna e eficiente da Emater-MG, que tem priorizado a capacitação e valorização de seus profissionais.

O Prêmio

As empresas participantes são avaliadas pela Serasa Experian, de acordo com dez critérios econômicos, como receita líquida e capital de giro. São premiadas as melhores empresas em 30 segmentos, além da campeã entre as campeãs, que nesta edição premiou a empresa Sococo, sediada em Maceió.

Durante a cerimônia, foi lançado o Anuário do Agronegócio 2012, que traz reportagens sobre as 30 vencedoras, além do ranking das 500 maiores empresas do setor e uma análise das perspectivas da economia em 2013.

A Emater-MG

Vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), a Emater-MG tem 63 anos de atuação e é considerada referência nacional no setor de extensão rural. Está presente em 789 municípios (93% do Estado), prestando serviços de assistência técnica e extensão rural, por meio de diversos programas e projetos que priorizam o desenvolvimento rural sustentável.

Em 2011, a Emater-MG atendeu 396 mil agricultores familiares e a previsão de atendimento para 2012 é cerca de  420 mil produtores. O bom relacionamento entre os extensionistas da Empresa e os produtores tem sido fundamental para que a Emater-MG contribua para o desenvolvimento da agricultura familiar mineira. “Os extensionistas estabelecem com os agricultores uma relação dialógica, tendo como premissa, o respeito e valorização dos seus saberes, cultura e acúmulo de experiências. Isso gera uma relação de confiança e altamente positiva”,  diz Marcelo Lana.

A Emater–MG tem avançado junto com o governo de Minas Gerais alinhada às estratégias e planos transformadores para proporcionar mais qualidade de vida e de trabalho aos mineiros. Nos últimos anos, empreendeu iniciativas como o Choque de Gestão, Planejamento Estratégico e implantação do Sistema Integrado de Gestão. A Empresa construiu e adotou indicadores de desempenho e modernas ferramentas, como o Gerenciamento pelas Diretrizes (GPD), Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD) e o Painel de Bordo. A assistência técnica e extensão rural sempre foi feita em parceria com os agricultores e a sociedade por meio de suas formas organizativas, em benefício de todos os mineiros, como uma Rede de Desenvolvimento Integrado.

Outro ponto a se destacar é o processo de investimento e modernização pelo qual passa a Emater-MG, visando a qualidade do serviço de assistência técnica e extensão rural. A Empresa tem investido na capacitação de seus funcionários e melhorado as condições de trabalho. Em 2012, o governo de Minas Gerais entregou à Emater-MG 236 veículos e mais 854 computadores. Os investimentos para a compra dos veículos e equipamentos de informática foram de R$ 6,6 milhões. A compra dos carros e equipamentos faz parte de uma parceria entre a Emater-MG e os governos estadual e federal.

“Com uma assistência técnica de qualidade, com os nossos técnicos capacitados, com boas condições de trabalho, contribuímos para que o produtor tenha condições de melhorar a produtividade de sua propriedade, agregar valor ao seu produto e comercializar com um bom retorno financeiro, atendendo as exigências do mercado”, afirma Marcelo Lana.

Dentre os programas de melhoramento desenvolvidos pela empresa destaca-se o Certifica Minas Café, cujo objetivo é estimular produtores a adotarem boas práticas de produção e uma gestão moderna da propriedade para agregar valor ao café mineiro. Até o fim deste ano, o Certifica Minas Café deve atingir a marca de 1.600 propriedades certificadas. O Estado tem 1.431 propriedades certificadas e 2.553 cadastradas.

Outro programa desenvolvido pela Emater-MG é o Minas Leite. Lançado em 2005, a iniciativa busca modernizar a cadeia produtiva do setor e agregar valor ao produto. Por meio de boas práticas repassadas pelos extensionistas, os produtores aprendem a maneira correta de produzir leite de qualidade e fazer uma gestão eficiente da propriedade. O Minas Leite irá atender 1.100 propriedades, abrangendo 338 municípios mineiros até o fim de 2012.

Fonte: Emater-MG

Dia Nacional do Campo Limpo 2012 destaca compromisso ambiental do setor agrobrasileiro

Divulgação/inpEV

O programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, referência em solução ambiental ecoeficiente, compartilha com a sociedade seus aprendizados e resultados.

Realizada há sete anos em todo o país, a comemoração do Dia Nacional do Campo Limpo mobiliza os envolvidos no programa de logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos: inpEV, instituto criado pela indústria fabricante de defensivos agrícolas, associações de distribuidores que gerenciam as unidades de recebimento, fabricantes e entidades do setor e diversos parceiros locais, em ações de conscientização e engajamento da comunidade sobre a preservação do meio ambiente.

Além do tradicional dia de portas abertas, quando as centrais recebem a comunidade para demonstrar as suas operações, e de ações como palestras ou apresentações teatrais com foco ambiental, na edição desse ano serão realizadas gincanas e oficinas sobre consumo consciente e destinação de resíduos sólidos, especialmente desenvolvidas para crianças e jovens. As escolas do entorno das centrais e dos municípios vizinhos estão sendo convidadas a organizar suas próprias atividades que concorrerão a prêmios pela criatividade, envolvimento dos alunos e da comunidade.

Segundo João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV, este é um momento de celebrar e mostrar para a sociedade o compromisso do setor produtivo agro com a produção de alimentos, fibras e energia de forma sustentável. Agricultor, distribuidor, fabricante e governo integrados e com orgulho do trabalho realizado.

Atualmente, 94% das embalagens plásticas são devolvidas pelos agricultores brasileiros nas mais de 400 unidades de recebimento existentes no país. O pioneirismo na criação, articulação, prática da logística reversa das embalagens de defensivos agrícolas e os elevados índices alcançados pelo sistema colocam o Brasil na posição de referência no assunto, ao destinar percentualmente mais embalagens plásticas do que os países que possuem sistemas semelhantes.

As principais atividades comemorativas acontecerão no próximo dia 17 de agosto, sexta-feira, um dia antes da data oficial, a fim de favorecer a participação de alunos da rede escolar nos 22 estados e nas mais de 100 centrais de recebimento envolvidas.

Sobre o Dia Nacional do Campo Limpo

O Dia Nacional do Campo Limpo foi instituído no calendário brasileiro em 18 de agosto, por meio da Lei Federal 11.657 de 16 de abril de 2008. Desde sua 1ª edição, mais de 600 mil pessoas participaram do Dia Nacional do Campo Limpo em todo o país. A celebração da data é realizada pelas centrais de recebimento de embalagens vazias, com apoio do inpEV e seus associados fabricantes de defensivos agrícolas e entidades representativas do setor (Abag, Aenda, Andav, Andef, Aprosoja, CNA, OCB e Sindag), organizações públicas (governo municipal e estadual) e privadas, além de outros apoiadores locais

Para mais informações sobre as atividades do Dia Nacional do Campo Limpo visite http://www.dianacionaldocampolimpo.org.br

Sobre o inpEV

O inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, é uma entidade sem fins lucrativos criada pela indústria fabricante de agrotóxicos para realizar a gestão pós-consumo das embalagens vazias de seus produtos de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002. A legislação atribui a cada elo da cadeia (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) responsabilidades compartilhadas que possibilitam o funcionamento do Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos).

O instituto foi fundado em 14 de dezembro de 2001 e entrou em funcionamento em março de 2002. Atualmente, possui 92 empresas e dez entidades em seu quadro associativo.

Mais informações sobre o inpEV e o Sistema Campo Limpo estão disponíveis no site http://www.inpev.org.br

Fonte: inpEV

Trabalho e previdência: mitos prejudicam setor agropecuário, afirma professor da USP

Pastore: é importante destacar que cada vez mais a agricultura precisa de mais neurônios e menos de músculos.

Para o doutor e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore, existem muitos mitos que rondam o setor agropecuário e prejudicam a resolução do apagão da mão de obra no campo. Um deles é que as máquinas agrícolas vão substituir os trabalhadores. “Mesmo com a utilização da tecnologia no meio rural, nem todo o setor pode ser mecanizado para dispensar a mão de obra existente. Há ramos como o de frutas e flores, por exemplo, que ocupam muito espaço e mão de obra devido às suas culturas. O que há no campo, na realidade, são pessoas mais idosas e com menos conhecimento, que contrastam com as novas tecnologias aplicadas”, afirma.

José Pastore é um dos palestrantes convidados para o Fórum Internacional Senar Inovação para o campo – Desafios no desenvolvimento de recursos humanos para vencer o apagão da mão de obra rural, que será realizado entre os dias 30 e 31 de agosto, em São Paulo. Ele ministrará a palestra: Apagão da mão de obra no campo – mitos e verdades.

O pesquisador da USP explica que realmente existe falta de mão de obra no campo e que mesmo que todo o setor esteja mecanizado daqui a 10 anos, há trabalho a fazer em se tratando de qualificação profissional. “Se isso acontecer, teremos ai 10 anos (o que é muito tempo) para capacitarmos os trabalhadores rurais, de forma que essas pessoas saibam como lidar com o maquinário disponível, pois a máquina precisa de profissionais que não existem no campo atualmente, como o mecânico, o gestor ou mesmo um profissional de TI”, ressalta.

Na opinião do professor, a saída dos jovens do meio rural em busca de melhores condições está começando a se reverter. “Em todos os países as cidades atraem as pessoas mais educadas. Mas com a utilização da tecnologia na agropecuária, os jovens têm voltado, atraídos pelas capacitações na área e também pelos salários cada vez maiores”, diz. “É importante destacar que cada vez mais a agricultura precisa de mais neurônios e menos de músculos”, assegura Pastore.

O pesquisador afirma que um evento como o fórum do Senar é crucial para o País, que tem se modernizado e precisa do contato com países mais desenvolvidos. “Todos os países avançados passaram por esses problemas e conseguiram resolver. É importante para o Brasil entender essas experiências e saber utilizá-las, fazendo as adaptações necessárias e não as copiando”, conclui.

Para conhecer os demais palestrantes, a programação completa do Fórum Internacional Senar Inovação para o Campo, ver dicas de hotéis e fazer sua inscrição, gratuitamente, acesse:

http://www.canaldoprodutor.com.br/forum-senar

Os jornalistas que desejarem acompanhar o fórum do Senar devem se credenciar, enviando e-mail para senar.comunicacao@senar.org.br

Fórum Internacional Senar Inovação para o Campo

30 e 31 de agosto

Inscrições até 23 de agosto

Hotel Sheraton

São Paulo

Fonte: Assessoria de Comunicação do Senar

Capacitação leva conhecimento sobre agricultura de precisão

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Estimativa dos organizadores é que participem cerca de 400 pessoas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promove seminário sobre Agricultura de Precisão, entre os dias 6 e 9 de agosto, em Boa Vista (RR), com objetivo de levar conhecimento das técnicas preconizadas pela Agricultura de Precisão às associações e cooperativas de agricultores da Região Norte.

Com o apoio da Superintendência Federal da Agricultura do Estado de Roraima, o evento, que pretende enfocar as lavouras de graníferas (grãos), de fruticultura e de oleicultura (verduras e legumes), contará com um público de 400 participantes. Já o público convidado será composto por líderes produtores, cooperativas, alunos das escolas agrícolas, professores e pesquisadores, técnicos da assistência técnica e da extensão rural.

Fabrício Juntolli, do Departamento de Propriedade Intelectual da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Mapa, explica que “nas regiões onde são aplicadas as técnicas da agricultura de precisão o incremento no desenvolvimento social do meio rural é notório”. Ele disse ainda que o “uso racional dos recursos naturais, com a otimização do lucro e a conservação ambiental, são pontos estratégicos para a sustentabilidade e a competitividade da agricultura brasileira no mercado mundial, aspectos imprescindíveis para o pequeno, médio ou grande agronegócio”.

“O forte interesse pela inovação tecnológica em Roraima vem confirmar que as ferramentas e tecnologias da Agricultura de Precisão, utilizadas predominantemente no Sul, podem muito bem serem utilizados e adaptadas ao Norte do Brasil, demonstrando que não existem fronteiras para a utilização da inovação tecnológica no Brasil”, afirma Juntolli.

A capacitação contará com o suporte técnico de parceiros como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Drakkar Solos Consultoria, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Uma reunião de especialistas com vasto conhecimento técnico e cientifico em agricultura de precisão”, conclui Juntolli.

Fonte: Mapa

Começa a semana dos alimentos orgânicos no DF

Foto: Emater-DF

O estímulo à produção orgânica de alimentos é uma das estratégias de governo para o Distrito Federal. E para contribuir com o acesso dos pequenos agricultores ao mercado, foi apresentada na abertura da VIII Semana dos Produtos Orgânicos do DF a metodologia de funcionamento do Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (Opac) para o DF.

O Opac pode autorizar os fornecedores por ele controlados a utilizar o Selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica. O Opac um requisito para o Sistema Participativo de Garantia que caracteriza-se pela responsabilidade coletiva dos membros do sistema, que podem ser produtores, consumidores, técnicos e demais interessados.

Segundo o presidente da Emater-DF, José Guilherme Leal, a empresa tem dado constante apoio para o desenvolvimento e capacitação dos agricultores na produção orgânica. “Precisamos contribuir para que o agricultor familiar tenha acesso ao mercado e sejam inseridos no processo de transição para uma agricultura mais sustentável, conforme preconiza a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão rural”, disse.

Programação –  Na manhã desta quarta-feira (30), estudantes de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB) e de Agroecologia do Instituto Federal de Brasília (IFB) fizeram uma visita técnica ao Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no núcleo rural PAD-DF. No local, a Emater-DF mantém uma unidade demonstrativa de sistema agroflorestal, onde são produzidos alimentos orgânicos.

O engenheiro agrônomo Roberto Guimarães, coordenador do programa de Agroecologia da Emater-DF, explicou aos alunos como funciona o sistema, quais as principais características e como o agricultor pode elevar a renda diversificando a sua produção. Segundo Roberto, esse é um dos pilares da agroecologia. “A biodiversidade, além de ser ambientalmente mais vantajosa, pode aumentar a lucratividade do produtor, que terá mais produtos para comercializar”, explicou Roberto. Os estudantes visitaram também o sistema agrossilvipastoril, que foi apresentado pelo zootecnista João Paulo Soares, pesquisador da Embrapa.

Confira a programação

Fonte: Emater-DF

‘Rio+20 será um fracasso’, diz especialista em negociações relacionadas ao clima

Eduardo Viola, professor da UnB. Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

O professor da UnB, Eduardo Viola, afirmou, nesta quarta-feira(30), que a Conferência Rio+20 não tem condições de ser bem sucedida. A afirmação foi feita durante audiência pública realizada pela Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) para debater a economia verde no contexto da erradicação da pobreza e o papel da governança para o desenvolvimento sustentável.

Eduardo Viola, que é professor titular de Relações Internacionais da UnB e especialista em negociações relacionadas ao clima, avaliou que a Rio+20 não terá grandes avanços porque as duas das maiores superpotências – Estados Unidos e China – não estão interessadas em negociações ambientais.

– Neste momento, temos três superpotências no sistema internacional: Estados Unidos, União Europeia e China. Elas são o centro do sistema. Dessas três só a União Europeia, mesmo que limitadamente, se orienta para uma economia mais verde. Estados Unidos e China são conservadores e não querem ceder soberania nacional – explicou.

Eduardo Viola disse que a Rio+20 vem em um “momento errado da História” e não deve passar de “acordos superdifusos que vão apenas repetir coisas já ditas em conferências anteriores”. Para ele, a Rio+20 só teria condições de sucesso se houvessem profundas mudanças políticas nas três superpotências.

O professor citou outras transformações necessárias no caminho da sustentabilidade.  Entre elas, a criação de uma organização poderosa do meio ambiente, com a introdução de limites planetários nas diversas atividades econômicas. Viola, entretanto, disse não acreditar que essas mudanças acontecerão em um futuro próximo.

Aspecto social

Já o professor da USP Eliezer Martins Diniz disse que o conceito de economia verde não tem grandes diferenças em relação ao de desenvolvimento econômico sustentável. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), lembrou, define economia verde como “a que resulta em um maior bem-estar humano e igualdade social enquanto reduz significamente o risco ambiental e a escassez ecológica”.

Diniz, que é economista e especialista em desenvolvimento sustentável, disse considerar o conceito é um pouco redundante, pois a definição de desenvolvimento sustentável já trata desses temas. Ele explicou que a única diferença em relação aos dois conceitos é que o de desenvolvimento sustentável dá mais ênfase ao aspecto econômico e ambiental enquanto o conceito de economia verde engloba também o aspecto social.

– Eu, como acadêmico, acho que se pode fazer todo tipo de discussão com o conceito de desenvolvimento sustentável. Seria mais bem assimilado pelas pessoas que vão para a Rio+20 e poderia ter melhores resultados – avaliou.

Ele alertou ainda que a grande ênfase no aspecto social, na frente das prioridades ambientais, pode ser uma “armadilha perigosa”, pois países em desenvolvimento podem argumentar que não cumpriram metas ambientais estabelecidas por priorizar a erradicação da pobreza.

– Se os países em desenvolvimento simplesmente disserem que têm como prioridade a erradicação da pobreza e que, por isso, não cumpriram nenhuma meta, está ‘tudo certo’. É preciso haver cobrança de resultados ambientais muito claros.

O diretor interino do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, Paulino Franco de Carvalho Neto, defendeu a criação de um Conselho de Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).

– O Conselho teria mais poderes e um status mais elevado do que a atual Comissão de Desenvolvimento Sustentável, que tem um caráter mais de discussão, com pouco alcance de resultados concretos que interferem nas políticas públicas – observou.

Carvalho Neto disse que o governo brasileiro defende o reforço do Pnuma, estabelecendo, por exemplo, que as contribuições dos países para o programa sejam obrigatórias e não voluntárias. O diretor ressaltou ainda que “as questões ambientais não devem ser vistas isoladamente, devem englobar também as questões sociais e econômicas”.

Fonte: Agência Senado

Lideranças do Grito da Terra aguardam manifestação de Dilma sobre reivindicações

Foto: Marcello Casal Jr/ABr

As lideranças da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) estão otimistas com a possibilidade de ter algumas das 140 reivindicações – entregues à Presidência da República no dia 30 de abril – atendidas pela presidenta Dilma Rousseff, com quem esperam se reunir hoje (30) à tarde. Cerca de 8 mil trabalhadores rurais e agricultores estão na Esplanada dos Ministérios, participando do Grito da Terra Brasil 2012.

Em princípio, a reunião será com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. “Mas nós sabemos que, a exemplo de outros anos, é grande a chance de sermos recebidos pela presidenta Dilma”, disse à Agência Brasil o presidente da Contag, Alberto Broch. “Nós viemos apenas para ouvir o que a presidenta Dilma tem a dizer. O que era para falar já dissemos por meio da pauta entregue a ela, com 140 itens reivindicados. Agora aguardamos a resposta”.

“Ela sempre acena com o atendimento de algumas reivindicações. Desta vez, nossa expectativa é de que ela atenda nossos pedidos em relação ao Plano Safra. Em especial, que melhore o seguro agrário e que aumente os tetos de financiamento e os recursos para assistência técnica”, disse Broch.

Agricultor no Rio Grande do Sul, Thiago Arénharot, de 30 anos, diz ter dificuldades para arcar com as dívidas decorrentes dos financiamentos que fez com o governo. “Quero que o governo prolongue as dívidas que temos ou, pelo menos, que nos dê algum desconto, porque não temos como pagar. Há sete meses não chove na minha região e, por isso, não colhemos quase nada do que plantamos. Precisamos da ajuda do governo [para compensar os problemas causados pela estiagem] porque as dívidas iam ser pagas com o dinheiro da colheita”, disse.

“Também quero negociar parte da dívida que tenho com o governo”, acrescentou o agricultor Manoel Alves, 45 anos, que mora em Alagoas. “A seca não me deixou produzir. Em nossa região, precisamos de água para o consumo e para o plantio. Se tivéssemos irrigação, colheríamos duas a três safras por ano, porque moro a dois quilômetros do Rio São Francisco”.

Nas últimas semanas, uma comissão de representantes da Contag se reuniu com autoridades de 15 ministérios e de várias autarquias e secretarias para discutir as políticas públicas destinadas aos trabalhadores rurais. Dessa forma, buscam soluções para problemas como os vividos por Thiago Arénharot e Manoel Alves.

“Abordamos diversos itens durante essas reuniões. Reiteramos às autoridades que assentar o quanto antes 200 mil famílias acampadas é um passo significativo que o governo pode oferecer tanto para os trabalhadores rurais quanto para a sociedade brasileira, e que ampliar a assistência técnica e o crédito, tanto para a reforma agrária quanto para a agricultura familiar, está entre os grandes desafios do país”, argumentou o secretário de Política Agrária da Contag, William Clementino.

O movimento defende também a ampliação da política de educação nas comunidades rurais. “Até porque, sem ela, haverá forte tendência de esvaziamento no campo. E, na sequência, a redução do fornecimento de alimentos, já que mais de 70% dos produtos consumidos no país têm como origem a agricultura familiar, que é quem garante alimentos saudáveis e sem agrotóxicos”, acrescentou Clementino.

Fonte: Agência Brasil

Semana do Produtor movimenta Tabatinga

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Evento começa neste sábado (26) com diversas atividades para a comunidade, com apoio da Emater-DF

O núcleo rural Tabatinga, na região administrativa de Planaltina, reúne mais de 260 propriedades, num total de 10 mil hectares. O forte da produção são grãos, horticultura e fruticultura, além da pecuária — onde se destaca a produção de leite, suínos e frangos. Quem quiser conhecer melhor a região, pode participar das atividades da XXIII Semana do Produtor, promovida pela Associação Agropecuária de Tabatinga (Agrotab), com apoio da Emater-DF. A programação começa neste sábado (26) e vai até o outro domingo (3).

Mostra agrícola com produtos locais, exposição de artesanato rural, concurso de receitas, palestras técnicas, apresentações culturais, coleta de embalagens de agrotóxicos e competições esportivas são apenas algumas das principais atividades da semana. Outro destaque é o tradicional almoço em homenagem às mulheres — preparado e servido pelos homens — que acontece no domingo (27). A abertura oficial do evento está prevista para as 11h, na sede do núcleo rural.

O objetivo principal do evento é integrar os produtores rurais da região, levando conhecimentos tecnológicos aplicáveis na agricultura e incentivando a competição saudável entre os agricultores e suas famílias. O núcleo rural Tabatinga fica a cerca de 30km de Planaltina, com acesso pela DF-130 ou pela DF-120.

Clique aqui para ver a programação completa

Fonte: Emater-DF

Comissão rejeita projeto sobre repasse de verbas e eleições do Senar

Homero Pereira: há um “perfeito equilíbrio” entre produtores e trabalhadores na gestão do Senar. Foto: Saulo Cruz

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural rejeitou na quarta-feira o Projeto de Lei 939/11, da deputada Luci Choinacki (PT-SC), que altera a distribuição de verbas e o sistema de gestão do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

De acordo com a proposta, será feita uma eleição para a escolha da presidência do colegiado que administra o Senar. O presidente passaria a ser escolhido, de forma alternada, entre representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA (entidade patronal) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – Contag (entidade trabalhista). Atualmente, a presidência é sempre ocupada pela CNA.

Para o relator do projeto, deputado Homero Pereira (PSD-MT), a regra atual se justifica porque os recursos para o funcionamento do Senar são oriundos, fundamentalmente, de contribuição patronal. “Os trabalhadores não contribuem para as receitas do Senar. Desta forma, é totalmente justificável que a gestão maior da entidade seja conduzida por quem representa, legalmente, os seus mantenedores”, disse.

O deputado ressaltou que, atualmente, a Contag já participa com cinco representantes no Conselho Deliberativo do Senar, igual número de membros da CNA. “Há um perfeito equilíbrio entre produtores e trabalhadores”, disse.

Repasse de verbas

Homero Pereira explicou que o texto ainda previa o repasse de recursos do Senar para o Ministério do Desenvolvimento Agrário. O montante, que seria aplicado em programas de alfabetização e educação rural, representaria pouco mais de 2% do orçamento global da pasta.

“Para o Senar, esse corte nos recursos causaria demissões e descontinuidade de programas essenciais para o desenvolvimento profissional de centenas de milhares de cidadãos rurais”, declarou.

Pereira lembrou, ainda, que o Ministério do Desenvolvimento Agrário já recebe recursos para alfabetização e educação por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

Para o deputado Jesus Rodrigues (PT-PI), a proposta deveria ter sido aprovada com a supressão da regra sobre o repasse de recursos para o ministério. “O principal objetivo do projeto é possibilitar a alternância na gestão do Senar, evitando, desta forma, a perpetuação de alguns poucos no comando de um serviço tão importante. Defendemos a oxigenação da gestão e, consequentemente, a transparência na utilização dos recursos”, afirmou.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara