RJ: Estado é o segundo melhor no desenvolvimento rural da região Sudeste

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Rio de Janeiro/RJ – O Rio de Janeiro é o segundo estado da Região Sudeste com melhor Índice de Desenvolvimento Rural (IDR), alcançando 0,59, atrás apenas de São Paulo, com índice de 0,69 e líder nacional. O Espírito Santo ficou com 0,57 e Minas Gerais com 0,55. Continuar lendo

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Dilma anuncia prorrogação de programas contra a seca

Segundo a presidente, obras como as da transposição do Rio São Francisco preparam o semiárido para enfrentar em melhores condições as próximas estiagens

Pagamento do Bolsa Estiagem e Garantia Safra será feito a 1,5 milhão de famílias por mais dois meses

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (5/11) a prorrogação, por mais dois meses, do pagamento dos programas Bolsa Estiagem e Garantia Safra a 1,5 milhão de famílias atingidas pela seca no semiárido nordestino e no norte do Estado de Minas Gerais. Continuar lendo

Defensivo agrícola utilizado como chumbinho é retirado do mercado brasileiro

Temik 150, produto à base de aldicarb, era utilizado nas plantações de batata, café, citros e cana de açúcar

Produto da Bayer destinado às lavouras era utilizado ilegalmente como veneno de ratos

O aldicarbe, defensivo agrícola utilizado de forma irregular como raticida doméstico (chumbinho), foi banido do mercado brasileiro, informou nesta segunda-feira (5/11) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Continuar lendo

Irrigação é a aposta do Governo para aumentar produtividade

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Ministério da Agricultura trabalha na implementação da política de irrigação no campo para beneficiar a produção de grãos e carnes

As novas tecnologias de irrigação são ferramentas importantes para impulsionar a produtividade agrícola de pequenas, médias e grandes propriedades rurais. Atento a isso, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, determinou a implementação de uma política de irrigação para o campo. O objetivo é o aumento da produtividade e da produção de grãos e carne sem desmatamento. Continuar lendo

Subcomissão avalia avanços do Brasil na busca por alimentação saudável

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Garantir o acesso de todos os brasileiros a uma alimentação de qualidade a preços que todos possam pagar ainda é um desafio. Se, por um lado, avançou-se no combate à desnutrição; por outro, o País luta agora contra a obesidade.

Uma subcomissão especial em funcionamento na Câmara está empenhada em avaliar os avanços e os desafios dos programas brasileiros de segurança alimentar e nutricional. Mais do que garantir o acesso de todos à alimentação, os parlamentares esperam que o conceito seja cumprido à risca: todo cidadão tem o direito a refeições regulares, de qualidade, em quantidade suficiente e sem comprometer o acesso a outras necessidades, como a educação. Ou seja, os gastos com comida não podem comprometer toda a renda de uma família.

Longe de ser apenas um problema de saúde, marcado pela fome, pela obesidade ou por outras doenças, a insegurança alimentar se caracteriza por ser um desafio social, econômico, cultural e ambiental. As práticas alimentares de um povo devem respeitar sua diversidade cultural, sem que sejam impostos padrões ou cobrados preços abusivos por um simples prato de comida. A produção de alimentos também deve estar dentro de uma visão ecológica, que preze pela redução do uso de agrotóxicos e do desmatamento.

Na opinião do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), relator da subcomissão criada pela Comissão de Seguridade Social e Família e coordenador da Frente Parlamentar da Segurança Alimentar e Nutricional, o Brasil avançou nos últimos anos em relação à segurança alimentar, tanto na oferta de programas como na legislação. “O País conta hoje com a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (11.346/06), com o programa de agricultura familiar (Pronaf), com a merenda escolar e com restaurantes populares, entre outros. São políticas que deram proteção para o Brasil enfrentar as crises internacionais”, diz.

Direito

Em 2010, o acesso à alimentação foi incluído entre os direitos sociais previstos na Constituição. O fato de a inclusão ter ocorrido há apenas dois anos é considerado um “lapso” por Christiane Gasparini, conselheira do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). “Comer”, reforça ela, é um direito, e o País vive agora o processo de afirmar essa nova visão pública, independentemente das condições do mercado.

“Até na nossa linguagem, quando dizemos que alguém não merece o prato que comeu, não temos internalizado essa visão de que alimentar-se não pode ser difícil. Tem que facilitar, porque comer é viver”, resume Gasparini.
Essa internalização, diz ainda a conselheira, passa pelos programas mencionados por Nazareno Fonteles. No caso da merenda escolar, por exemplo, uma lei (11.947/09) torna obrigatória a compra de pelo menos 30% dos alimentos diretamente de produtores familiares.

“Se fosse pela lógica do mercado, esses alimentos não chegariam às escolas públicas. Daí a necessidade de intervenção do Estado para garantir a segurança alimentar dos alunos e até o mercado para esse produtor”, explica Christiane Gasparini.

Pobreza

As leis, na visão de Nazareno Fonteles, ajudam a mudar a situação, mas não são tudo. Ele acrescenta que o Brasil ainda precisa segurar o cidadão no campo, mantendo sua dignidade, a fim de que o êxodo rural não engrosse os cinturões de pobreza nas grandes cidades.

A preocupação é compartilhada pelo presidente da subcomissão, deputado Padre João (PT-MG), para quem pobreza, principalmente a rural, e a insegurança alimentar são indissociáveis. “O pobre não tem acesso ao alimento e hoje a pobreza no Brasil é rural. É preciso trabalhar o acesso à terra”, defende.

Baixa qualidade

Por outro lado, o aumento da renda da população brasileira verificado nos últimos anos, lembra Nazareno Fonteles, levou a um consumo maior de comidas industrializadas, refrigerantes e carne vermelha. Assim, se o Brasil avançou no sentido de reduzir a desnutrição, tem de lidar agora também com a obesidade da população.

O problema, segundo Christiane Gasparini, não é de escolhas individuais, mas de políticas públicas mesmo. “Nós temos um sistema alimentar engordativo. A população pobre, na periferia das regiões metropolitanas, não conta com feiras. Ou seja, tem um acesso muito baixo a frutas e legumes. O alimento que está perto das pessoas e que é barato engorda e é de má qualidade.”

Para melhorar a qualidade dos alimentos consumidos, Nazareno Fonteles defende mais investimentos em educação nutricional. “A qualidade passa pelo sistema de educação. Apesar de existir um programa de alimentação escolar, o próprio MEC (Ministério da Educação) tem que avançar, para que todo o professorado incorpore essa visão de segurança alimentar e nutricional”, diz o parlamentar.

Meio ambiente

A segurança alimentar, dizem ainda os deputados, passa pela preservação do meio ambiente. O uso indiscriminado de agrotóxicos, alertam, prejudica a saúde da população e a natureza.

O acesso à água também deve ser levado em conta. “Nas regiões onde há estiagem, deve haver um planejamento do abastecimento, com a previsão de estoques a serem distribuídos entre os municípios”, afirma o relator. “É preciso entender a água como alimento”, completa Padre João.

Fonte: Agência Câmara

Mais Alimentos cresce 20% na safra 2011/2012 e financia mais de R$ 3 bi

Foto: Eduardo Aigner/Ascom-MDA

Na safra 2011/2012, encerrada em junho deste ano, o Mais Alimentos financiou 65 mil contratos, que, juntos, correspondem ao valor de R$ 3,1 bilhões em todo o Brasil. No ano-safra 2011/2012, o número de contratos aumentou de 54 mil para 65 mil, o que significa um salto de 20,4% no programa. Desde a criação desta ação estruturante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em 2008, até a safra 2011/2012, o Mais Alimentos firmou mais de 194 mil contratos no país. O valor total financiado no período é de R$ 9,2 bilhões.

“O programa vem avançando. Isso reflete a necessidade da agricultura familiar de investimento em suas diversas culturas e regiões. Esse crescimento demonstra que a agricultura familiar como um todo está se modernizando”, afirma o secretário de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller.

Lançado em 2008, o Mais Alimentos incrementa a produtividade da agricultura familiar, garantindo tecnologia para os produtores, financiamento e, ao mesmo tempo, assistência técnica – por meio de uma linha de crédito direcionada à modernização da infraestrutura das unidades produtivas e da realização de parceria com a indústria nacional para ofertar produtos a preços mais acessíveis.

O programa contempla projetos associados a todas as culturas e atividades agropecuárias dos agricultores familiares. A meta é permitir ao agricultor familiar investir na modernização da produção, por meio da aquisição de máquinas, implementos e de novos equipamentos, para correção e recuperação do solo, resfriadores de leite, melhoria genética, irrigação, implantação de pomares e estufas, armazenagem, entre 3,6 mil itens financiados.

De 2008 até a safra passada, os agricultores familiares financiaram pelo Mais Alimentos mais de 48 mil tratores, 4,35 mil caminhões, 537 colheitadeiras e mais de dez mil ordenhadeiras. Para agricultores que desenvolvem atividades de pecuária de leite, foram financiados mais de 48 mil itens, como animais (matrizes e reprodutores), currais, barracões e tanques de resfriamento.

“A demanda do programa está mudando. O agricultor continua comprando trator, mas está financiando mais implementos, mais animais, fazendo outros investimentos. A preferência do consumidor no primeiro momento é adquirir o trator; no segundo momento, o implemento, a implantação de cultura”, descreve o coordenador do programa Marco Antonio Viana Leite. “A partir desta safra (2012/2013) abrimos, também, a possibilidade de comprar mais. O limite individual permanece em R$ 130 mil, mas o agricultor que já financiou esse valor tem a possibilidade de fazer um novo empréstimo chegando até R$ 200 mil. Então, ele pode voltar a investir na propriedade”, completa Viana.

Na safra 2008/2009, os contratos para compra de tratores predominavam, com 76% dos financiamentos. Já na safra 2010/2011, correspondiam a 40% e os demais itens representavam a maioria, 60%. Na safra 2011/2012, os outros itens foram responsáveis por 64% e os tratores por 36%.

Crescimento

“A venda no Mais Alimentos saiu da ordem de R$ 1 bilhão e está em R$ 3 bilhões. No ano safra 2012/2013, nossa perspectiva é que cresça ainda mais”, salienta o coordenador do programa. Em Rondônia, por exemplo, a expectativa para a safra atual é de dobrar o número de contratos. Da safra 2009/2010 para a safra 2011/2012 foi registrado crescimento de 33% no número de contratos no estado. Em 2011/2012, foram realizados mais de 2 mil contratos.

No mesmo período, o destaque vai para o estado de Minas Gerais, que tinha mais de 10 mil contratos na safra 2010/2011 e ultrapassou os 13 mil na safra seguinte, atingindo o valor contratado de R$ 587 milhões no estado. Marco observa que estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso, e do Sudeste, como São Paulo, apresentaram aumento no volume de contratos. Em São Paulo, o volume subiu de quatro mil para cinco mil (2011/2012), o que representa mais de R$ 200 milhões em valor financiado.

“Atualmente, o programa está presente nas diversas regiões do país, com apoio dos governos estaduais; na Região Norte, por exemplo, houve crescimento bastante forte em Rondônia”, ressalta Laudemir Müller.

Plano Safra 2012/2013

A partir desta safra, os créditos de investimento têm limite de até R$ 130 mil por ano agrícola. Admite-se financiamento de máquinas e implementos agropecuários e estruturas de armazenagem, com limite individual até R$ 200 mil e na forma de crédito coletivo de até R$ 500 mil.

“Já mapeamos onde estão esses agricultores com DAP e alto potencial de acessar o Mais Alimentos. Vamos ter um foco de ação mais concentrado nesses municípios”, diz Marco Antonio Viana.

Feirões de tecnologia

Em 2012, o Mais Alimentos teve espaço privilegiado em grandes eventos da agricultura familiar, como Agrishow, Agrobrasília, Associação Paulista de Supermercados (Apas) e Rondônia Rural Show. Nesta última, em quatro dias de evento, a linha de crédito recebeu mais de mil propostas de financiamento, correspondentes a cerca de R$ 50 milhões.

Os números das feiras representam aproximadamente um terço de todo o valor contratado na safra 2010/2011, na qual foram fechados 2.625 contratos, totalizando R$ 160 milhões de recursos do Mais Alimentos no estado de Rondônia.
Ainda este mês, o Mais Alimentos estará presente também na Expointer, no Rio Grande do Sul, onde são esperados mais de 500 mil visitantes durante os nove dias de evento. A expectativa é alcançar pelo menos R$ 150 milhões em contratos durante a feira.

Itens financiados

O Mais Alimentos financia mais de três mil itens. Entre eles: máquinas e implementos, irrigação, camionetas, caminhões, animais de serviço, armazém/silos, carretas, colheitadeiras, correção intensiva do solo, eletrificação rural, galpão/paiol, granjas avícolas, lavadores/secadores/cultivadores, instalações para industrialização e beneficiamento, apicultura, avicultura.

O financiamento pode ser concedido para itens novos produzidos no Brasil que constem da relação da SAF/MDA e da relação de Credenciamento de Fabricante Informatizado (CFI) do BNDES e atendam aos parâmetros relativos aos índices mínimos de nacionalização. Itens que não constem na relação da SAF e da CFI também podem ser financiados, dentro do limite de R$ 5 mil por item. Confira a lista completa dos itens financiados.

Fonte: MDA

Dia Nacional do Campo Limpo 2012 destaca compromisso ambiental do setor agrobrasileiro

Divulgação/inpEV

O programa de logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, referência em solução ambiental ecoeficiente, compartilha com a sociedade seus aprendizados e resultados.

Realizada há sete anos em todo o país, a comemoração do Dia Nacional do Campo Limpo mobiliza os envolvidos no programa de logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos: inpEV, instituto criado pela indústria fabricante de defensivos agrícolas, associações de distribuidores que gerenciam as unidades de recebimento, fabricantes e entidades do setor e diversos parceiros locais, em ações de conscientização e engajamento da comunidade sobre a preservação do meio ambiente.

Além do tradicional dia de portas abertas, quando as centrais recebem a comunidade para demonstrar as suas operações, e de ações como palestras ou apresentações teatrais com foco ambiental, na edição desse ano serão realizadas gincanas e oficinas sobre consumo consciente e destinação de resíduos sólidos, especialmente desenvolvidas para crianças e jovens. As escolas do entorno das centrais e dos municípios vizinhos estão sendo convidadas a organizar suas próprias atividades que concorrerão a prêmios pela criatividade, envolvimento dos alunos e da comunidade.

Segundo João Cesar M. Rando, diretor-presidente do inpEV, este é um momento de celebrar e mostrar para a sociedade o compromisso do setor produtivo agro com a produção de alimentos, fibras e energia de forma sustentável. Agricultor, distribuidor, fabricante e governo integrados e com orgulho do trabalho realizado.

Atualmente, 94% das embalagens plásticas são devolvidas pelos agricultores brasileiros nas mais de 400 unidades de recebimento existentes no país. O pioneirismo na criação, articulação, prática da logística reversa das embalagens de defensivos agrícolas e os elevados índices alcançados pelo sistema colocam o Brasil na posição de referência no assunto, ao destinar percentualmente mais embalagens plásticas do que os países que possuem sistemas semelhantes.

As principais atividades comemorativas acontecerão no próximo dia 17 de agosto, sexta-feira, um dia antes da data oficial, a fim de favorecer a participação de alunos da rede escolar nos 22 estados e nas mais de 100 centrais de recebimento envolvidas.

Sobre o Dia Nacional do Campo Limpo

O Dia Nacional do Campo Limpo foi instituído no calendário brasileiro em 18 de agosto, por meio da Lei Federal 11.657 de 16 de abril de 2008. Desde sua 1ª edição, mais de 600 mil pessoas participaram do Dia Nacional do Campo Limpo em todo o país. A celebração da data é realizada pelas centrais de recebimento de embalagens vazias, com apoio do inpEV e seus associados fabricantes de defensivos agrícolas e entidades representativas do setor (Abag, Aenda, Andav, Andef, Aprosoja, CNA, OCB e Sindag), organizações públicas (governo municipal e estadual) e privadas, além de outros apoiadores locais

Para mais informações sobre as atividades do Dia Nacional do Campo Limpo visite http://www.dianacionaldocampolimpo.org.br

Sobre o inpEV

O inpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, é uma entidade sem fins lucrativos criada pela indústria fabricante de agrotóxicos para realizar a gestão pós-consumo das embalagens vazias de seus produtos de acordo com a Lei Federal nº 9.974/2000 e o Decreto Federal nº 4.074/2002. A legislação atribui a cada elo da cadeia (agricultores, fabricantes e canais de distribuição, com apoio do poder público) responsabilidades compartilhadas que possibilitam o funcionamento do Sistema Campo Limpo (logística reversa de embalagens vazias de agrotóxicos).

O instituto foi fundado em 14 de dezembro de 2001 e entrou em funcionamento em março de 2002. Atualmente, possui 92 empresas e dez entidades em seu quadro associativo.

Mais informações sobre o inpEV e o Sistema Campo Limpo estão disponíveis no site http://www.inpev.org.br

Fonte: inpEV

Trabalho e previdência: mitos prejudicam setor agropecuário, afirma professor da USP

Pastore: é importante destacar que cada vez mais a agricultura precisa de mais neurônios e menos de músculos.

Para o doutor e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore, existem muitos mitos que rondam o setor agropecuário e prejudicam a resolução do apagão da mão de obra no campo. Um deles é que as máquinas agrícolas vão substituir os trabalhadores. “Mesmo com a utilização da tecnologia no meio rural, nem todo o setor pode ser mecanizado para dispensar a mão de obra existente. Há ramos como o de frutas e flores, por exemplo, que ocupam muito espaço e mão de obra devido às suas culturas. O que há no campo, na realidade, são pessoas mais idosas e com menos conhecimento, que contrastam com as novas tecnologias aplicadas”, afirma.

José Pastore é um dos palestrantes convidados para o Fórum Internacional Senar Inovação para o campo – Desafios no desenvolvimento de recursos humanos para vencer o apagão da mão de obra rural, que será realizado entre os dias 30 e 31 de agosto, em São Paulo. Ele ministrará a palestra: Apagão da mão de obra no campo – mitos e verdades.

O pesquisador da USP explica que realmente existe falta de mão de obra no campo e que mesmo que todo o setor esteja mecanizado daqui a 10 anos, há trabalho a fazer em se tratando de qualificação profissional. “Se isso acontecer, teremos ai 10 anos (o que é muito tempo) para capacitarmos os trabalhadores rurais, de forma que essas pessoas saibam como lidar com o maquinário disponível, pois a máquina precisa de profissionais que não existem no campo atualmente, como o mecânico, o gestor ou mesmo um profissional de TI”, ressalta.

Na opinião do professor, a saída dos jovens do meio rural em busca de melhores condições está começando a se reverter. “Em todos os países as cidades atraem as pessoas mais educadas. Mas com a utilização da tecnologia na agropecuária, os jovens têm voltado, atraídos pelas capacitações na área e também pelos salários cada vez maiores”, diz. “É importante destacar que cada vez mais a agricultura precisa de mais neurônios e menos de músculos”, assegura Pastore.

O pesquisador afirma que um evento como o fórum do Senar é crucial para o País, que tem se modernizado e precisa do contato com países mais desenvolvidos. “Todos os países avançados passaram por esses problemas e conseguiram resolver. É importante para o Brasil entender essas experiências e saber utilizá-las, fazendo as adaptações necessárias e não as copiando”, conclui.

Para conhecer os demais palestrantes, a programação completa do Fórum Internacional Senar Inovação para o Campo, ver dicas de hotéis e fazer sua inscrição, gratuitamente, acesse:

http://www.canaldoprodutor.com.br/forum-senar

Os jornalistas que desejarem acompanhar o fórum do Senar devem se credenciar, enviando e-mail para senar.comunicacao@senar.org.br

Fórum Internacional Senar Inovação para o Campo

30 e 31 de agosto

Inscrições até 23 de agosto

Hotel Sheraton

São Paulo

Fonte: Assessoria de Comunicação do Senar

Viroses atacam o trigo no RS

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Nos últimos dias, o produtor gaúcho tem visto amarelecimento nas folhas do trigo. Os sintomas são típicos de viroses que podem ocorrer tanto no clima frio e chuvoso, quanto no tempo seco, principalmente nesta fase de desenvolvimento inicial da cultura.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Douglas Lau, são duas as doenças causadas por viroses que atacam os cereais de inverno no Sul do Brasil: o Nanismo Amarelo dos Cereais e o Mosaico Comum do Trigo.

O Nanismo Amarelo é transmitido por pulgões, insetos que foram favorecidos pelo tempo seco e temperaturas amenas desde a implantação da cultura. Como o próprio nome indica, a planta atacada pelo vírus sofre com o nanismo, afetando o crescimento  devido ao comprometimento do sistema vascular e pelo amarelecimento das folhas, o que prejudica a fotossíntese. Para evitar danos por Nanismo Amarelo é preciso optar por cultivares tolerantes e monitorar as populações de pulgões. Caso os pulgões atinjam o nível de controle (média de 10% das plantas infectadas), devem ser realizadas pulverizações com inseticidas de ação específica, que não atuem contra inimigos naturais das pragas agrícolas.

No caso do Mosaico Comum do Trigo, o vetor do vírus é um microorganismo que está presente no solo e se espalha através de esporos que são liberados com a água da chuva, infectando a planta pela raíz. O problema é maior logo após o plantio, no desenvolvimento inicial do sistema radicular. Os sintomas são alternância entre áreas sadias (verdes) e áreas doentes (amareladas), resultando em folhas estriadas. “O mosaico ocorre em áreas com histórico da doença. Vimos que a rotação de culturas não é eficiente. Em algumas áreas ocorre mosaico mesmo após cinco anos de pousio. Assim, o controle precisa ser preventivo, utilizando apenas cultivares tolerantes ou resistentes à doença”, explica Douglas Lau.

As viroses afetam o desenvolvimento das plantas de trigo, reduzindo o volume de grãos. A alta infestação de pulgões com vírus, por exemplo, pode resultar em 60% de perda na lavoura. Segundo o pesquisador, não existe controle da virose após a infecção da planta. “O controle precisa ser preventivo, com escolha de cultivares resistentes, principalmente em áreas com histórico de ocorrência do mosaico, e com monitoramente constante da população de pulgões”, alerta Douglas Lau.

Fonte: Embrapa

Capacitação leva conhecimento sobre agricultura de precisão

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Estimativa dos organizadores é que participem cerca de 400 pessoas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promove seminário sobre Agricultura de Precisão, entre os dias 6 e 9 de agosto, em Boa Vista (RR), com objetivo de levar conhecimento das técnicas preconizadas pela Agricultura de Precisão às associações e cooperativas de agricultores da Região Norte.

Com o apoio da Superintendência Federal da Agricultura do Estado de Roraima, o evento, que pretende enfocar as lavouras de graníferas (grãos), de fruticultura e de oleicultura (verduras e legumes), contará com um público de 400 participantes. Já o público convidado será composto por líderes produtores, cooperativas, alunos das escolas agrícolas, professores e pesquisadores, técnicos da assistência técnica e da extensão rural.

Fabrício Juntolli, do Departamento de Propriedade Intelectual da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Mapa, explica que “nas regiões onde são aplicadas as técnicas da agricultura de precisão o incremento no desenvolvimento social do meio rural é notório”. Ele disse ainda que o “uso racional dos recursos naturais, com a otimização do lucro e a conservação ambiental, são pontos estratégicos para a sustentabilidade e a competitividade da agricultura brasileira no mercado mundial, aspectos imprescindíveis para o pequeno, médio ou grande agronegócio”.

“O forte interesse pela inovação tecnológica em Roraima vem confirmar que as ferramentas e tecnologias da Agricultura de Precisão, utilizadas predominantemente no Sul, podem muito bem serem utilizados e adaptadas ao Norte do Brasil, demonstrando que não existem fronteiras para a utilização da inovação tecnológica no Brasil”, afirma Juntolli.

A capacitação contará com o suporte técnico de parceiros como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Drakkar Solos Consultoria, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Uma reunião de especialistas com vasto conhecimento técnico e cientifico em agricultura de precisão”, conclui Juntolli.

Fonte: Mapa