DF: metodologia participativa ensina produtores a avaliar a saúde do solo

Divulgação

Divulgação

Quando se trata de metodologia participativa, a observação é um fator essencial para se obter sucesso na avaliação da saúde do solo. Com indicadores precisos e práticos, o próprio agricultor pode compreender as características do solo para, então, pensar em estratégias para melhorar sua qualidade. Continuar lendo

Capacitação leva conhecimento sobre agricultura de precisão

Divulgação

Estimativa dos organizadores é que participem cerca de 400 pessoas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promove seminário sobre Agricultura de Precisão, entre os dias 6 e 9 de agosto, em Boa Vista (RR), com objetivo de levar conhecimento das técnicas preconizadas pela Agricultura de Precisão às associações e cooperativas de agricultores da Região Norte.

Com o apoio da Superintendência Federal da Agricultura do Estado de Roraima, o evento, que pretende enfocar as lavouras de graníferas (grãos), de fruticultura e de oleicultura (verduras e legumes), contará com um público de 400 participantes. Já o público convidado será composto por líderes produtores, cooperativas, alunos das escolas agrícolas, professores e pesquisadores, técnicos da assistência técnica e da extensão rural.

Fabrício Juntolli, do Departamento de Propriedade Intelectual da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo do Mapa, explica que “nas regiões onde são aplicadas as técnicas da agricultura de precisão o incremento no desenvolvimento social do meio rural é notório”. Ele disse ainda que o “uso racional dos recursos naturais, com a otimização do lucro e a conservação ambiental, são pontos estratégicos para a sustentabilidade e a competitividade da agricultura brasileira no mercado mundial, aspectos imprescindíveis para o pequeno, médio ou grande agronegócio”.

“O forte interesse pela inovação tecnológica em Roraima vem confirmar que as ferramentas e tecnologias da Agricultura de Precisão, utilizadas predominantemente no Sul, podem muito bem serem utilizados e adaptadas ao Norte do Brasil, demonstrando que não existem fronteiras para a utilização da inovação tecnológica no Brasil”, afirma Juntolli.

A capacitação contará com o suporte técnico de parceiros como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Drakkar Solos Consultoria, a Universidade Federal de Roraima (UFRR) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Uma reunião de especialistas com vasto conhecimento técnico e cientifico em agricultura de precisão”, conclui Juntolli.

Fonte: Mapa

“Brasil precisa de mais investimentos em pesquisa e na capacitação do produtor rural”, diz ministro

O ministro interino da Agricultura, José Carlos Vaz, esteve em Maracaju (MS), na abertura do Showtec 2012, que segue até o dia 27. Divulgação / Famasul

Para aumentar a produtividade na agropecuária nacional, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. Essa é a análise do ministro interino da Agricultura e Pecuária, José Carlos Vaz. “Precisamos trabalhar no eixo da sustentabilidade, definindo e investindo em novas linhas de pesquisa e na capacitação do produtor rural para que ele produza com mais eficiência”, diz. O ministro esteve em Maracaju (MS), na abertura do Showtec 2012, que segue até o dia 27.

“O Brasil precisa de uma política agrícola moderna para que produtores e investidores não tenham surpresas e principalmente investir em uma política que foque a produção e renda sazonal do produtor e assim ele trabalhe enfrentando com tranquilidade os riscos e adversidades sem geração de impacto em sua propriedade”, complementa o ministro. Para o presidente da Fundação MS, realizadora do Showtec , o produtor rural de Mato Grosso do Sul é modelo em inovação e superação de crise. “Nosso produtor é pioneiro porque tem contribuído, ao longo desses 20 anos, com as pesquisas que alavancaram a produção no Estado. São produtores conscientes porque são cobrados pela excelência e profissionalismo”, afirma Luis Alberto Moraes Novaes.

A governadora de Mato Grosso do Sul em exercício, Simone Tebet, ressaltou o peso do trabalho feito no Estado. “Somos o celeiro do Brasil e mundo. A sustentabilidade passa pela produção do agronegócio com a geração de energia limpa, por exemplo. As grandes indústrias que tem se instalado aqui vem em busca da nossa produção”, conclui.

Em Mato Grosso do Sul, com 55 mil produtores rurais, o agronegócio é responsável por 16,6% do PIB. “Isso mostra a força que o produtor rural tem. Ao longo dos anos, demonstramos o comprometimento e a garra do nosso produtor que sobrevive às crises e se fortalece ainda mais para enfrentar os desafios de contribuir na missão do Brasil de alimentar o mundo”, analisa o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de MS, Eduardo Riedel.

Showtec – O Showtec 2012, maior evento rural do Centro-Oeste, deve receber um público de 15 mil pessoas em busca de novas tecnologias em agricultura. Com tema do evento é a “Produção de Alimentos com Consciência Ambiental”, o Showtec 2012 é realizado pela Fundação MS, que comemora 20 anos da criação.

O evento conta ainda com a promoção do Governo do Estado, por meio da Secretaria deEstado de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo– Seprotur – e da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – Agraer-, da Federação da Agricultura e Pecuária de MS – Famasul, da Associação de Produtores de Soja – Aprosoja/MS e o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul – OCB/SESCOOP/MS com o apoio da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul – Biosul, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Prefeitura Municipal de Maracaju, Sebrae/MS e Banco do Brasil.

Informações sobre evento podem serobtidas pelo site http://www.fundacaoms.org.br, pelo telefone (67)3454-2631 ou pelo e-mail fundacaoms@fundacaoms.org.br.

Fonte: Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul – Famasul

Senar investe em capacitação de jovens para reduzir fome no mundo

Daniel Carrara, Secretário Executivo do Senar, e Patrícia Barcelos, da Diretoria de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica. Foto: Divulgação / Senar

“Com mais acesso ao ensino e à capacitação profissional permitiremos que os jovens continuem no campo, ajudando o setor rural a se desenvolver, produzindo comida e colaborando com uma grande preocupação mundial: a redução da fome no mundo”, disse Daniel Carrara, Secretário Executivo do Senar. Ele recebeu, nesta quinta-feira, 15 de setembro, na sede da CNA, em Brasília, representantes do Ministério da Educação e Cultura – MEC para uma webeconferência sobre o convênio entre as duas entidades, que vai viabilizar o Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego – Pronatec. Os escritórios do Senar de todos os Estados do País se conectaram, pela Internet, e puderam acompanhar o detalhamento do convênio.

Os representantes do MEC mostraram como funciona o Pronatec. “Essa é uma oportunidade de integrar as políticas de educação profissional no nosso País. Vamos potencializar a mão-de-obra qualificada também nas áreas rurais do Brasil”, afirmou Patrícia Barcelos, da Diretoria de Integração das Redes de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.

No convênio, o Senar vai contribuir com sua rede de conhecimento com relação à formação profissional e promoção social no campo. As regras do MEC estabelecem que é necessária uma carga horária mínima de 160 horas / aula por aluno. “Utilizar a rede do Senar será um grande salto para atingirmos mais e mais pessoas”, comentou Patrícia Barcelos, do MEC.

A partir de 2012, o Pronatec passará a oferecer, em todos os Estados, os seguintes cursos:

– Apicultura

– Avicultura de corte e postura

– Bovinocultura de Corte

– Bovinocultura de Leite

– Equideocultura

– Construção de sistemas de irrigação por superfície e drenagem

– Fruticultura Básica

– Operação de tratores

– Transformação caseira de produtos: embutidos, defumados, beneficiamento de carne de ovino, caprino, peixe, frango e bovino

– Cultivo de grãos e oleaginosas

– Cultivo de olerícolas de talos, folhas e flores

– Cultivo de Plantas industriais – Mandioca

– Suinocultura

– Silvicultura

Representantes do Senar explicaram que mais cursos serão inseridos no PRONATEC em breve.

Fonte: Senar

PB: assentados participam de capacitação em turismo rural

Foto: Kalyandra Vaz / Incra

Aproveitar as potencialidades das áreas dos assentamentos da reforma agrária para desenvolver o turismo rural e gerar renda extra para os assentados. Este foi o objetivo da capacitação sobre turismo rural que reuniu, na manhã da segunda-feira (5), no assentamento Gurugi II, representantes dos assentamentos Dona Antônia e Rick Charles, no município do Conde integrante do Território da Cidadania Zona da Mata Sul.

A ação foi promovida pela Consultoria e Planejamento de Projetos Agropecuários (Consplan) – entidade que presta assistência técnica a vários assentamentos paraibanos através de contrato com o Incra da Paraíba – e contou com a participação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Prefeitura Municipal do Conde e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater/PB).

Os participantes assistiram palestras sobre turismo rural e sobre as ações voltadas para este segmento no município do Conde, além de um vídeo produzido pelo Ministério do Turismo e pelo Sebrae sobre a experiência do Vale do Café, no vale do Paraíba do Sul Fluminense, localizado a cerca de 120 km da cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com a turismóloga e consultora do Sebrae/PB, Juliana Gondim, a Zona da Mata Sul paraibana tem muito potencial para atrair turistas nacionais e internacionais por possuir bonitas paisagens naturais – incluindo praias como a naturista Tambaba, que sediou, em 2008, o 31º Congresso Internacional de Naturismo -, por estar a apenas 22 km da capital paraibana e, principalmente, por se encontrar a 120km de Recife e a 180km de Natal – cidades que irão sediar jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Entre as características do turismo rural, Juliana destacou a valorização da gastronomia, dos saberes e fazeres locais, do patrimônio cultural e artístico, das manifestações folclóricas e religiosas, da música, das atividades recreativas e das atividades equestres e de pescaria.

A consultora do Sebrae/PB enfatizou a necessidade de a comunidade que se propõe a receber os turistas rurais manter, além das manifestações culturais, a produção agropecuária. “Esta categoria de turismo valoriza a cultura e o modo de vida das pessoas do campo, que devem manter sua autenticidade. “Geralmente, quem procura o turismo rural são pessoas com raízes na zona rural, mas que atualmente moram nas cidades, pessoas de outras áreas rurais que querem conhecer realidades semelhantes ou pessoas com estilo de vida urbano que querem conhecer estilos de vida totalmente diferentes daquele que possuem”, afirmou Juliana Gondim.

Ela destacou ainda que manifestações artísticas encontradas nos três assentamentos, como o coco de roda, a ciranda, o artesanato, a culinária e outros aspectos da cultura quilombola – cultivada, sobretudo, em Gurugi II -, são fortes atrativos para o turismo rural. “A região do Conde já conta com um bom fluxo turístico, mas precisa diversificar os atrativos, que hoje são as praias. O município é conhecido inclusive no exterior e vem sendo procurado para a construção da segunda casa pelos europeus. No Conde já existem cerca de 500 casas de veraneio construídas por estrangeiros, sendo 300 delas pertencentes a suecos.”

Cascas de coco

A presença de turistas nas áreas de assentamento deve beneficiar pessoas como Izequias Miguel da Silva, assentado em Dona Antônia. Há um ano, o assentado concilia a produção de feijão, milho e manga com a comercialização do artesanato feito a partir da casca do coco seco, encontrada em abundância no assentamento, que possui 1,3 mil coqueiros produzindo e outros 600 em início de produção – totalizando de 35 a 40 mil cocos a cada três meses.

As cascas, que antes serviam apenas como adubo, são transformadas por Izequias em flores, pessoas e animais, como gatos, cachorros, pássaros, saguis, jacarés, tartarugas marinhas e tatus. As peças são vendidas na Feira Agroecológica do bairro do Bessa, na orla de João Pessoa, e na recém-criada Feira do Produtor Familiar em Jacumã, município vizinho do Conde. “Desde criança queria trabalhar com arte e um dia, quando estava em cima de um coqueiro, olhei para o chão e enxerguei um coco com aparência de tatu. Então, eu transformei essa casca e, depois de receber elogios da comunidade, fui aprimorando a técnica”, contou o assentado, acrescentando que todo o material usado nas peças, com exceção da cola, é produzido no assentamento.

Os elogios ao trabalho com as cascas de coco transformaram o antes tímido Izequias em uma pessoa realizada e, segundo ele, com mais traquejo social. “Era muito tímido e tinha medo que as pessoas falassem mal das minhas peças. Mas, isto nunca aconteceu. Onde chego, as pessoas elogiam meu trabalho e dizem que nunca viram este tipo de trabalho com casca de coco. Isto me deixa feliz e o contato com as pessoas é como uma escola pra mim. Aprendi a ser mais educado, a entender mais a sociedade e até a tratar melhor meus filhos.”

Gastronomia

Com o sonho de montar um restaurante aproveitando os alimentos produzidos no assentamento Gurugi II, Daurenice Santos ouviu atentamente as orientações da consultora do Sebrae/PB sobre a estrutura física necessária para atender os turistas e sobre a higiene e a manipulação de alimentos e bebidas. “Seria uma renda extra e a realização de um sonho”, afirmou a assentada e presidente da associação do assentamento que, além de ajudar o marido no cultivo de inhame, macaxeira, batata doce, feijão e milho, produz salgados e, principalmente, doces, geleias e frutas cristalizadas com o que é produzido na comunidade, como banana, goiaba, acerola e caju.

Ainda sem capital para iniciar o sonho, Daurenice pretende buscar uma linha de crédito junto aos governos federal e estadual. Enquanto espera, a assentada comercializa seus produtos na Feira do Produtor Familiar do Conde, criada em agosto pela Emater/PB, pelo Sebrae/PB e pelo Programa Fome Zero, que também são responsáveis pela Feira de Jacumã. Para comercializar nas feiras, os assentados receberam, além das barracas e da farda completa, com luvas e toucas, caixas de isopor, freezers e balanças.

Fonte: MDA

Oficina estimula participação de jovens em agroindústrias

Jovens visitam agroindústria de hortaliças minimamente processadas. Foto: Divulgação/Emater-DF

Na última semana, a Oficina de Organização da Agroindústria Familiar reuniu jovens de diversos núcleos rurais interessados no tema. Organizado pela Emater-DF, o evento teve como principal objetivo fomentar a participação da juventude no desenvolvimento e organização do setor agroindustrial familiar.

A programação contou com a participação de Gelso Machioro, da associação de pequenos agricultores do oeste catarinense. Em um primeiro momento, ele explicou o que é uma agroindústria familiar, suas características e falou dos desafios para a juventude no meio rural. Posteriormente, tratou sobre projetos de agroindústrias, organização da produção, cooperativismo, legislação e formas jurídicas de organização.

Agroindústrias do DF receberam a visita dos jovens, que puderam ver de perto como funcionam e agregam valor ao que é produzido onde moram. Nayara Viana, moradora do Pipiripau se animou com a idéia de aproveitar o maracujá que não é comercializado para produzir sabonetes. “Há muito desperdício e podemos minimizar aproveitando a fruta que não vai para o mercado. Podemos fabricar sabonete e até farinha”, conta.

A Emater-DF tem entre seus programas o incentivo e apoio à agroindústria familiar como alternativa para o desenvolvimento do espaço rural.

Fonte: Emater-DF

MG: dia de campo apresenta benefícios do cultivo do morango orgânico para a agricultura familiar

Morango Oso Grande - Foto: Mariana Penaforte de Assis

Três Marias/MG – A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em parceria com a Emater/MG, promove na próxima terça-feira (30), em Três Marias, o dia de campo “Produção de Morango Orgânico para a Agricultura Familiar”. O objetivo é apresentar os resultados do projeto “Produção de Morango Orgânico para Agricultores Familiares para Diversificação da Produção e como Nova Alternativa de Renda na Região Central de Minas Gerais”.

Durante o dia de campo, a presidente da Associação Comunitária do Bonfim – Asbon – (comunidade situada na Zona Rural de Três Marias), Ana Lúcia Fernandes Pereira, falará sobre a experiência dos produtores daquela região e o retorno social e financeiro do Projeto. O extensionista da Emater/MG Magno Gomes da Rocha abordará o cultivo do morangueiro e apresentará planilhas de custo e produção adaptadas para a região.

O pesquisador da EPAMIG Mário Sérgio Carvalho Dias ministrará a palestra “O Cultivo do Morangueiro” na qual apresentará tecnologias para plantio, colheita e pós-colheita do morango. O pesquisador falará sobre as variedades mais propícias para as condições de clima e solo da região. “Queremos conscientizar o produtor de que não é recomendado utilizar cultivares de morango que não foram testadas na região. Atualmente a EPAMIG desenvolve pesquisas com morango no Norte, Centro-Oeste e Sul de Minas e são recomendadas cultivares que atendem às especificidades de cada local. No caso de Três Marias,  implantamos a variedade ‘Oso Grande’, informa a chefe do Departamento de Transferência Tecnológica da EPAMIG, Juliana Simões.

O dia de campo “Produção de Morango Orgânico para a Agricultura Familiar” é destinado a produtores e extensionistas da região Centro-Oeste de Minas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas previamente pelos telefones (31) 3773-1980 (EPAMIG Centro-Oeste) e (38) 3754-2781 (Regional Emater), até a data do evento.

Projeto apresenta saldo positivo

O projeto “Produção de Morango Orgânico para Agricultores Familiares para Diversificação da Produção e como Nova Alternativa de Renda na Região Central de Minas Gerais” é coordenado pela pesquisadora da EPAMIG Juliana Simões e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Durante três anos, foram disponibilizadas orientações tecnológicas e técnicas para o cultivo de morango orgânico a agricultores familiares da Comunidade do Bonfim. “A proposta do projeto foi transferir tecnologia para uma região em que a cultura não era consolidada. Todo o processo – visita de pesquisadores, escolha das cultivares, assistência técnica – foi custeado pelo CNPq. Com este dia de campo, estamos encerrando o projeto e demonstrando resultados satisfatórios”, finaliza Juliana.

Fonte: Epamig

MG: Emater de Muriaé encerra eventos voltados para agricultura familiar

Termina amanhã, em Bom Jesus da Cachoeira Alegre, distrito de Muriaé, a série de eventos destinados a discutir assuntos de interesse dos  agricultores familiares da região. Sob o título de Dia Especial do Cavalo, o evento deste sábado (27/08) vai discutir questões relativas ao manejo e cuidados com os animais de serviço na propriedade familiar. Estão previstas também, palestras de médicos sobre os cuidados com a saúde das comunidades rurais. Toda a programação de encerramento acontecerá de 10h às 18h, no sítio Liberdade. A promoção é da unidade regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) de Muriaé, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Desde março, a regional Emater-MG de Muriaé vem realizando eventos variados, a maioria,  dias de campo,  sobre temas envolvendo bovinocultura, fruticultura e piscicultura, além de orientações sobre saúde preventiva para os moradores rurais. Os eventos, no total de oito,  procuraram contemplar demandas apontadas pelos próprios agricultores durante a aplicação do Diagnóstico de Planejamento Participativo, em outubro de 2010, nas comunidades rurais dos distritos de Vermelho e de Bom Jesus da Cachoeira Alegre.  Segundo o extensionista da Emater-MG e idealizador do projeto, Francisco Ofeni, a iniciativa permitiu aos  produtores “desmistificar os próprios problemas e buscar soluções adequadas, valorizando o trabalho da agricultura familiar”.

Ainda de acordo com Ofeni, a dificuldade de acesso à saúde esteve entre as principais reclamações dos moradores. Por isso, todos os eventos tiveram a preocupação em debater o assunto. Segundo o extensionista, no encerramento, acontecerá uma feira sobre o tema.  “Buscamos solucionar o problema em questão e levantar assuntos relacionados à melhoria da produção das propriedades, principalmente as questões de bovinocultura de leite, que é a atividade mais comum em ambos os distritos”, explicou.

O casal Ismael e Jussara Pena, do distrito de Bom Jesus da Cachoeira Alegre, sediou um dos eventos na propriedade da família e mostrou disposição para mais. Segundo eles, a iniciativa da Emater-MG foi importante para a capacitação dos produtores rurais e também para a interação dos habitantes das comunidades. Entusiasmada com a iniciativa, Jussara adiantou: “no próximo ano quero receber novamente um evento do tipo”, revelou.

Fonte: Emater-MG

Senar de Mato Grosso do Sul promove curso em assentamento

Cultivo de orquídeas torna-se oportunidade para melhorar a renda e a qualidade de vida dos moradores do assentamento próximo ao município Bela Vista. Foto: Divulgação / CNA

A partir desta terça-feira (23), o Serviço de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul – Senar/MS promove o Curso de Cultivo de Orquídeas, em um assentamento localizado a 45 km do centro da cidade de Bela Vista. Em parceria com o Sindicato Rural da cidade, serão oferecidas aos apreciadores da espécie floral, técnicas direcionadas ao cultivo. A capacitação tem objetivo de compartilhar informações técnicas pertinentes à realidade rural.

Segundo Evaldo de Souza Nascimento, mobilizador ligado a este projeto de caráter social, o aprendizado se faz urgente e surge para atender à demanda de geração de renda para as 160 famílias que residem no local. O público-alvo são mulheres e homens que já cultivam vários tipos de orquídeas, mas que desconhecem aspectos práticos de manejo e de manutenção da planta.

O curso tem carga horária de 32 horas e disponibiliza 15 vagas para aqueles que desejam cursá-lo. O pré-requisito é que os interessados sejam leitores alfabetizados, maiores de 16 anos. Nascimento informa que as técnicas orientadas ao longo do aprendizado, são diversas. Os participantes serão instruídos, entre outras coisas, sobre o processo de identificação das principais variedades de orquídeas, sua classificação científica, bem como a adubação necessária ao seu cultivo.

A parte técnica do curso contará com o apoio do educador Sérgio Ostetto, proprietário da Ostetto Orquídeas e, também, idealizador do ‘Orquidário Ambulante’, que leva a vários pontos do Estado do Mato Grosso do Sul, exposições de orquídeas cultivadas. As orquídeas são flores apreciadas por muitos, e, segundo Ostetto, são campeãs de vendas em lojas do tipo, visto que essa espécie de flor é muito procurada e está se tornando cada vez mais popular devido ao aumento da produção e de produtores em todo o mundo.

Ministrado em uma área de assentamento rural, o curso conta com participantes oriundos de diversos lotes dedicados à agricultura e pecuária. “São pessoas que buscam formas de exercer atividades que possibilitem a complementação de renda e a melhoria de cultura, além da prática para manutenção ou incrementação do cultivo”, finaliza o mobilizador do curso, Evaldo de Souza Nascimento.

Sobre o Senar  – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar é uma instituição mantida pela classe patronal rural, vinculada à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA. Tem o objetivo de desenvolver ações educativas, que visam o desenvolvimento do homem rural como cidadão e como trabalhador, numa perspectiva de crescimento e bem-estar social.

O Senar está presente em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, atuando em parceria com os 68 sindicatos rurais e desenvolvendo iniciativas de educação, informação e conhecimento em agronegócio. O trabalho é desenvolvido a partir da missão de contribuir com o setor agropecuário, um dos mais importantes vetores da economia do Estado. Para mais informações, acesse: www.senarms.org.br.

Fonte: CNA

MG: assentadas participam de oficinas de pintura em tecido e fabricação de massas

Solidariedade: mulheres do assentamento Padre Gino ensinam técnicas de pintura em tecido para assentadas do projeto 21 de abril. Foto: Kalyandra Vaz / Incra-MG

Sapé/MG – Técnicas de pintura em tecido, fabricação de pães, pastéis e bolos. Durante toda a última terça-feira (16), cerca de 20 mulheres de assentamentos do município de Sapé, no Território da Cidadania Zona da Mata Norte, trocaram experiências sobre fontes alternativas de renda. Na capacitação, realizada na Associação do Assentamento Padre Gino, as trabalhadoras também conheceram a estufa do centro de mudas para a horticultura e o minhocário.

A atividade foi promovida pela equipe da Assessoria de Grupo Multidisciplinar em Tecnologia e Extensão (Agemte). A entidade presta assistência técnica em assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na região e a visita foi acompanhada por duas voluntárias da Bélgica que trabalham na Oxfam, ONG  internacional de atuação no campo social.

Sob a supervisão dos técnicos da Agemte, sete mulheres do assentamento Padre Gino, ensinaram as técnicas aprendidas em capacitações anteriores para as mulheres do assentamento 21 de Abril. Três mulheres da oficina “Mão na massa”, passaram conhecimentos sobre a produção de bolos e quitutes. Outras quatro mulheres do grupo “Confecções Gina”, direcionada para elaboração de roupas artesanais, ensinaram técnicas para produção e comercialização de roupas artesanais.

Na oficina de confeção de roupas, as mulheres receberam noções de pintura em voil, em algodão e em outros tecidos com técnicas variadas, como a utilização de sal na secagem ao sol e de amarração com linhas para a criação de efeitos visuais diversificados. As assentadas levaram peças brancas para serem pintadas e contribuíram com tintas para tecidos e pincéis.

Horticultura

Antes da oficina de fabricação de massas, as mulheres conheceram a estufa do centro de mudas para a horticultura e o minhocário do Assentamento Padre Gino, que funcionam desde 2005 e foram implantados por um projeto da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). As mudas de brócolis, tomate, couve, beterraba, pimentão, alface e jiló são produzidas em bandejas de isopor suspensas em mesas de madeira. As hortaliças e as verduras são comercializadas no próprio assentamento e em pelo menos outros três assentamentos. Todos eles participam da Associação dos Agricultores e Agricultoras da Várzea Paraibana (Ecovárzea), responsável pela feira agroecológica que funciona às sextas-feiras no campus da UFPB em João Pessoa.

“Antes da estufa, a gente plantava as sementes no chão, mas muitas mudas morriam, principalmente no verão. Outro problema era tirar as mudas sem perder as raízes. Agora é difícil a gente perder uma muda”, afirmou Maria Albertina de Lima, 41, presidenta da Ecovárzea e integrante do grupo “Confecções Gina”. Para ela, os encontros de mulheres assentadas fortalece e aumenta a autoestima dos grupos, que podem conhecer as experiências das companheiras de outros assentamentos.

Mão na massa

Em seguida as assentadas vestiram toucas descartáveis para , literalmente, porem as mãos na massa e aprenderem a fabricar pastéis, coxinhas e outras massas. As receitas compartilhadas foram as mesmas usadas no preparo dos salgados que, juntamente com bolos de cenoura, baeta, de chocolate, macaxeira, mandioca e batata doce, são comercializados pelo grupo “Mão na massa” nas ruas da agrovila do Assentamento Padre Gino.

O forno industrial, com capacidade para assar 20kg de bolo por vez, foi adquirido por R$ 700. As prestações foram pagas com a venda das massas fabricadas com matérias-primas do próprio assentamento e também da venda de produtos produzidos no local como:  leite,  coco, macaxeira, mandioca e batata doce.

Maria Arlinda de Aragão, 54 anos, conta que o lucro não é grande, mas que a renda extra ajuda em pequenas despesas da casa, como na conta do gás. “Minha saúde já não está muito boa e se eu ficasse em casa, parada, eu não ganharia mais esse dinheirinho”, disse a assentada, que pretende aperfeiçoar suas técnicas de confeitaria de bolos na segunda etapa do III Fórum de Mulheres dos Assentamentos do Litoral Norte, no próximo domingo (21), na Cidade Cristã, em Sapé (PB), que será dedicada a oficinas de capacitação em artesanato e culinária.

Confecções Gina

Em uma das casas do assentamento funciona a “Confecções Gina”, pequena fábrica de roupas íntimas. O grupo realiza pequenos consertos de roupas e confeccionoa  peças como calcinhas, sutiãs,  cuecas, vestidos, blusas, almofadas e bolsas, que são comercializados em Padre Gino, em assentamentos vizinhos e nas feiras da Ecovárzea.

O assentamento possui muitas árvores frutíferas, a exemplo de cajueiros e pés de graviola, e as assentadas também criam galinhas e gado. À tarde, , quando as mulheres deixam as hortas e os roçados onde plantam principalmente feijão, macaxeira, mandioca e batata doce, se inicia o trabalho de corte e costura. “Nós vivemos da agricultura, que é de onde tiramos a maior parte da renda e do que comemos, mas queremos continuar nosso trabalho com as roupas, construir um espaço próprio e comprar novas máquinas de costura”, resumiu Paulina Gomes, do grupo “Confecções Gina”.

O grupo de mulheres já possuía uma máquina de costura simples e outras quatro máquinas semi-industriais e industriais foram recebidas como doação. A produção só começou a crescer em 2010, após dois cursos de introdução à costura oferecidos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Sebrae, que fornece retalhos de tecido, inclusive de algodão colorido, e restos de banners confeccionados em lona – material que é reaproveitado na confecção de sacolas retornáveis.

De acordo com a assentada, já existe um projeto aprovado pelo comitê gestor do Território da Cidadania Zona da Mata Norte para a construção de uma sede para a fábrica de confecções e para a aquisição de um novo maquinário.

Fonte: Incra-MG