RJ: Estado é o segundo melhor no desenvolvimento rural da região Sudeste

Divulgação

Divulgação

Rio de Janeiro/RJ – O Rio de Janeiro é o segundo estado da Região Sudeste com melhor Índice de Desenvolvimento Rural (IDR), alcançando 0,59, atrás apenas de São Paulo, com índice de 0,69 e líder nacional. O Espírito Santo ficou com 0,57 e Minas Gerais com 0,55. Continuar lendo

Anúncios

Comissão aprova convênio para presídio comprar produtos da agricultura familiar

Nunes: medida incentiva a criação de emprego e renda no campo. Foto: Elton Bomfim

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou ontem (14) o Projeto de Lei 669/11, do deputado Weliton Prado (PT-MG), que obriga os presídios a comprarem no mínimo 40% da sua demanda por alimentos de produtores da agricultura familiar.

O relator, deputado José Nunes (DEM-BA), acrescentou uma emenda para determinar que os presídios poderão celebrar convênios com órgãos responsáveis por programas de aquisição de alimentos da agricultura familiar. O objetivo é facilitar a operação de compra dos produtos.

O deputado destacou a importância do projeto para os pequenos agricultores. “A medida dinamiza o setor ao promover a criação de emprego e renda”, afirmou. Nunes acrescentou que a compra direta elimina os custos associados à participação de terceiros no processo de comercialização, com benefícios para as administrações prisionais e os produtores rurais.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

Agricultores do Oeste da Bahia defendem manutenção dos 35% do FNE para a agricultura empresarial

O Fundo é responsável hoje por aproximadamente 50% do custeio bancário, operado pelo Banco do Nordeste

O agronegócio do Oeste da Bahia, e de uma parte considerável do cerrado do Nordeste brasileiro, corre o risco de ver contingenciada a maior fonte de custeio da atividade agrícola regional, os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, o FNE. O Fundo é responsável hoje por aproximadamente 50% do custeio bancário, operado pelo Banco do Nordeste. A mudança atende à orientação do Governo Federal para aumentar o percentual de recursos do orçamento do FNE para atender aos mini, micro e pequenos produtores/empresas, em detrimento dos grandes.

Preocupados com a situação, os produtores do cerrado baiano, um dos maiores e mais importantes pólos de produção de alimentos e fibras do país, tentam reverter o quadro. Na quarta-feira (14), eles se reúnem em Brasília com o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, para expor o problema. O encontro acontece na véspera da reunião do Conselho Deliberativo da Sudene – Condel, em Recife, tendo na ordem do dia a homologação das alterações.

A mudança proposta para aprovação pelo Condel visa a reduzir o percentual de 35% do orçamento do FNE, originalmente destinado a grandes empresas e produtores, para 20%.  O orçamento do FNE para 2011 é de 10 bilhões. Esta mudança reduzirá R$1,5 bilhão dos recursos destinados a grandes empresas e produtores. Os produtores baianos defendem a manutenção dos atuais 35%, além da mudança nos parâmetros de classificação por porte, seguindo a regra adotada pelo BNDES.

No dia 6 de setembro, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) reuniu em sua sede em Barreiras representantes da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro), Sindicato dos Produtores de Luís Eduardo Magalhães, Sindicato dos Produtores de Barreiras, Associação dos Produtores de Café do Oeste da Bahia (Abacafé), Acrioeste, Assomiba e Fundação Bahia para discutir a situação com o superintendente estadual do Banco do Nordeste do Brasil – BNB, Nilo Meira Filho, e os gerentes das agências de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Correntina.

De acordo com o vice-presidente da Aiba, Sérgio Pitt, mudar a distribuição dos recursos do FNE não é suficiente para tornar os mini, micro e pequenos empresários e produtores mais competitivos. “É preciso rever a forma de aplicação desses recursos e capacitar os mini, micro e pequenos a utilizar o crédito a que têm direito. Só na Bahia, estão disponíveis e ociosos mais de R$500 milhões alocados para este público. Por outro lado, mantidos os 35% para a agricultura empresarial, esta continuará transformado estes recursos em desenvolvimento econômico e social, com a criação de novos postos de trabalho, distribuindo renda, e principalmente, tornando o Nordeste auto-sustentável na produção agrícola”, afirmou. O BNB é responsável pela aplicação de mais de 65% dos recursos do PRONAF no Nordeste.

O presidente da Aiba, Walter Horita, ressalta que a performance dos produtores do Oeste confirma os princípios do FNE. “O Fundo tem como principal objetivo desenvolver a região Nordeste do país e é isto o que estamos fazendo. Transformamos uma região desacreditada em uma referência mundial no cultivo agrícola, que hoje ocupa o posto de segundo maior produtor de algodão brasileiro, um dos maiores produtores de soja, e está na liderança mundial da produtividade em suas três principais culturas, soja, milho e algodão. Frear esse desenvolvimento é um contra- senso”, disse Horita.

Fonte: Aiba

DF: Fundo de Desenvolvimento Rural disponibiliza R$ 9 milhões para investimento na área rural

Para captação do recurso, é preciso que o produtor procure o apoio da Emater para elaboração de projetos

Para promover o desenvolvimento da Agricultura Familiar e fortalecer economicamente os produtores rurais do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride), a Secretaria de Agricultura (Seapa-DF), por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural, disponibiliza R$ 9 milhões para financiar despesas de investimento e custeio na área rural, tendo como agente financeiro o Banco de Brasília S.A.

Para a captação do recurso é necessário que o produtor rural procure o escritório local da Emater, para que os extensionistas elaborem projetos que promovam oportunidades de trabalho, emprego, renda, desenvolvimento tecnológico e ambiental, com temas previstos no Programa Pró-rural, sendo eles: Agricultura orgânica; Irrigação localizada; Agroindústria rural; Ovinocultura; Apicultura; Pecuária de leite e de corte; Avicultura de postura, inclusive de codornas e ovos galados; Recuperação e manejo de bacias hidrográficas; Bubalinocultura; Piscicultura; Floricultura; Sanidade animal total; Fruticultura irrigada; Suinocultura; Horticultura; e Turismo rural.

O financiamento é direcionado aos empreendimentos que desenvolvem atividades em área rural do DF e da Ride, que estejam de acordo com as diretrizes ambientais vigentes, além de estarem em dia com as obrigações fiscais. Podem ter acesso ao Fundo Associações ou Cooperativas de produtores e de Empresas Rurais. Os micro, mini ou pequenos produtores também poderão obter o financiamento.

As atividades que não exigem licenciamento ambiental, estabelecidas pelo Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram), são: aquisição de tratores; implementos agrícolas; veículos utilitários (caminhões, furgões); tanques de resfriamento de leite; carretas agrícolas; distribuidoras de calcário e fertilizantes; ensiladeiras e picadeiras.

Após análise da viabilidade técnica e econômica pela Câmara Técnica, composta por técnicos da Seapa e da Emater e, referendados pelo Conselho Administrativo do FDR/DF, do qual participam os seguintes órgãos: Secretarias de Agricultura, Planejamento e Fazenda, Emater, Banco de Brasília S.A. e Federação de Trabalhadores da Agricultura do DF e Entrono (Feta/DF). Os projetos são encaminhados ao Banco para a liberação de recursos. Todo esse processo dura entre 30 e 60 dias.

Fonte: Emater-DF

TO: Conselho Estadual do Desenvolvimento Rural aprova criação do Território do Nordeste do Tocantins

Os municípios participantes trabalham em conjunto para promover o desenvolvimento sustentável. Foto: Joatan Silva/Seagro

Palmas/TO – O território do Nordeste do Tocantins, após dois anos de discussões, teve sua criação aprovada pelo Cedrus – Conselho Estadual do Desenvolvimento Rural Sustentável, na manhã desta terça-feira (26). Inicialmente fazem parte do Território os municípios: Pedro Afonso, Santa Maria, Campos Lindos, Centenário, Goiatins, Itacajá, Itapiratins, Bom Jesus, Barra do Ouro, Palmeirante, Filadélfia, Babaçulândia e Wanderlândia.

Além dos conselheiros, representantes governamentais e da sociedade organizada, participaram da reunião ordinária os prefeitos e os integrantes da Comissão de Criação do Território. De acordo com o subsecretário dos Assentamentos e Pequenas Propriedades, da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Rodolfo Botelho, o território tem como conceito a área geográfica de atuação de um projeto político-institucional, que se constrói a partir da articulação de instituições em torno de objetivos e métodos de desenvolvimento comuns.

“Partindo-se deste entendimento político, desenvolvem-se projetos produtivos, sociais, culturais e ambientais, normalmente orientados ou liderados por um projeto dominante ou ideia-guia. Os municípios participantes trabalham em conjunto para promover o desenvolvimento sustentável, e ainda facilitam a captação de recursos, que inclusive são priorizados pelo Governo Federal”, ressaltou o subsecretário.

De acordo com a comissão de criação, os municípios foram delimitados através do PDRS – Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável. Atualmente a região possui mais de 100 mil habitantes e um índice de urbanização é de 66,12%. A maioria dos produtores está no grupo de área de até mil hectares, e estudos técnicos apontam como potencialidade as culturas da mandioca, produção leiteira, apicultura, fruticultura e piscicultura.

Segundo o presidente do Ruraltins, Olímpio Mascarenhas, a exemplo de outras regiões que criaram seus territórios o desenvolvimento econômico e social tem melhorados e já aponta crescimento do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. “O objetivo da criação do Território do Nordeste do Tocantins é melhorar a qualidade de vida do produtor rural”, completou.

MDA

O Ministério do Desenvolvimento Agrário sugere que o território deve possuir, antes de tudo, um tecido social, com relações de bases históricas e políticas que vão além da análise econômica. À dimensão territorial do desenvolvimento somam-se as já estudadas dimensões temporais (ciclos econômicos) e setoriais (a exemplo dos complexos agroindustriais). A formação de um território deve responder a cinco pré-requisitos: 1) mobilizar os atores em torno de uma ideia-guia; 2) contar com o apoio desses atores, não apenas na execução, mas na própria elaboração do projeto; 3) definir um projeto orientado ao desenvolvimento das atividades de um território; 4) realizar o projeto em um tempo definido; e 5) criar uma entidade gerenciadora que expresse a unidade entre os protagonistas do pacto territorial.

Fonte: Seago/TO

Educação é essencial para o desenvolvimento rural

Investimentos devem ser feitos em tecnologia, qualidade de informação, erradicação do trabalho infantil e aprimoramento da meteorologia

Para que cuidados adequados e investimentos em tecnologia sejam prioridade no campo, primeiramente é preciso informar o pequeno e o médio produtor, para que assim ele possa tomar suas próprias decisões de maneira responsável e lógica. O Projeto Educação: Ecovegetal aborda essas questões e é um dos temas do Fórum Contexto Ambiental & Agronegócio, organizado pelo Portal Dia de Campo, no dia 30 de junho, em Uberlândia, Minas Gerais. Segundo Eduardo Daher, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF), esse projeto congrega mais de 130 associações, produtores, cientistas e professores, ou seja, um conjunto de pessoas focadas no sentido de defender a atividade agrícola de forma mais sustentável.

— Isso porque a população do mundo vai chegar, no próximo dia 31 de outubro, a 7 bilhões de pessoas. Esses habitantes têm um problema de demandar cada vez mais proteína, não só vegetal, mas, com o aumento da renda, também animal. Além disso, uma em cada sete pessoas no mundo passa fome. O Processo de Educação e a Agricultura em Primeiro Lugar, coordenados pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), significam dizer que temos que produzir cada vez mais com menos ataque ao meio ambiente e à saúde humana — afirma o diretor executivo.

De acordo com ele, deve-se educar o produtor a preservar os recursos naturais, partilhar o conhecimento levando educação para todas as áreas, criar acesso e meios de gestão de recursos e proteger as culturas. Ele conta que o Brasil, por exemplo, com toda a sua vertente agrícola, desperdiça 4% do que é produzido por falta de medidas adequadas, logística e infra-estrutura.

— As ações práticas na hora de educar têm duas vertentes. A primeira é conseguir atingir o pequeno produtor. É difícil imaginar como educar o pequeno e médio produtor, que não tem acesso à informação e está inatingível pela logística. Hoje em dia, existem mecanismos simples, como as mensagens por telefone celular que informam na África os preços que estão ocorrendo nas grandes capitais. Somente esta mudança, uma mudança simples, tem melhorado a cultura em todos os locais — conta.

O segundo problema, para ele, está na qualidade e nível da informação a ser dada. Ele explica que a educação e a extensão rural funcionam melhor quando se tem o envolvimento das mulheres, aquelas que são a cabeça do casal. O produtor agrícola faz o trabalho braçal, mas a mulher tem a capacidade de assimilar, educar e coordenar a família. Além disso, Daher diz que a educação deve efetivamente erradicar o trabalho infantil e incentivar a utilização da meteorologia a favor do meio rural.

— Nós precisamos, nessa área educacional, nos valer de coisas bastante simples e ouvir o agricultor, mais do que falar para ele. Quando falamos em educação, falamos em propagar as boas práticas e o uso de recursos que envolvem, além de usar corretamente a terra, como usar corretamente a água, como ter acesso a financiamentos de microcrédito, típicos na África e na Índia e como fazer para obter seguro agrícola. Todos nós temos seguros de automóvel porque são obrigatórios, mas nós plantamos e corremos um risco de ter interferes climáticas, chuvas de granizo ou seca e termos uma grande decepção que nos prejudicaria no mercado — conta.

O diretor executivo afirma também que o melhor conjunto de informações oferecidas ao produtor é o melhor insumo que pode ser dado a ele, pois permite que ele tome uma decisão mais racional. Para Daher, a adoção de sementes geneticamente modificadas que geram maior produtividade, por exemplo, é uma informação que deve ser levada ao produtor obrigatoriamente, assim como a utilização de defensivos agrícolas na lavoura, de fertilizantes e calagem. Segundo ele, quanto mais se investe nisso, maior é a produtividade.

— Tirando a cultura do arroz, que sofre uma abundância internacional, todas as demais culturas têm uma relação de troca favorável e é impressionante como o agronegócio brasileiro responde rapidamente a esse tipo de estímulo e relação. Existe um site, o http://www.agriculturaemprimeirolugar.org.br, que tem todas essas informações que coloquei a vocês — conclui.

Para mais informações sobre o evento, basta acessar o link http://www.diadecampo.com.br/forumsustentabilidade

Fonte: Portal Dia de Campo

IICA completa 47 anos de atuação no Brasil

Desde que se instalou no Brasil há 47 anos, o IICA não apenas testemunhou, mas marcou sua presença na evolução inconteste da agropecuária e do desenvolvimento rural do país. Desdobrou-se para acompanhar a dinâmica da realidade brasileira e compreender sua diversidade, suas diferenças e a magnitude dos seus desafios.

Trabalhar com o Brasil é e será sempre desafiador. Ao tempo em que o país bate, seguidamente, recordes de produção e exportação de produtos agropecuários, firmando-se como potência mundial no setor, mobiliza recursos, governantes, lideranças e a sociedade em geral para acabar com a miséria que se concentra, principalmente, no campo. Isso faz do Brasil, a um só tempo, oferente e demandante de cooperação técnica internacional.

O sucesso da atuação do IICA no Brasil está possivelmente em sua capacidade de interagir e compreender essas diferenças e encontrar espaços e caminhos para cooperar. O segredo para assegurar sua permanência e afirmar-se, cada vez mais, como organismo internacional necessário está, provavelmente, em colocar sua experiência, sua estrutura técnica e sua visão hemisférica, presentes em 34 países membros, na construção de propostas e na execução de políticas de interesse público e governamental, em favor do desenvolvimento sustentável.

Fonte: IICA

Malawi vem conhecer políticas públicas brasileiras para o desenvolvimento rural

Foto: Ubirajara Machado / MDA

Delegação do Malawi veio ao Brasil conhecer experiências de desenvolvimento rural para aplicar no país africano. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, recebeu na tarde de ontem (23) representantes do governo interessados em políticas de comercialização e na organização produtiva dos agricultores brasileiros beneficiados pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). A delegação vai conhecer, entre os dias 23 e 27 de maio, três projetos de assentamento financiados pelo programa no Piauí e Ceará.

No encontro, o ministro Afonso Florence, apresentou políticas desenvolvidas pelo MDA que garantem a inclusão social, produtiva e econômica desses agricultores e destacou as ações de cooperação entre o Brasil e países africanos para o combate à pobreza rural. “O Brasil tem desenvolvido nos últimos anos um conjunto de ações de cooperação Sul-Sul para colaborar com o desenvolvimento dos países africanos, tanto para a diminuição da pobreza quanto para o combate à fome que ainda assola o continente.” disse o ministro.

Felix Tukula, chefe da delegação malawiana, afirmou que as experiências brasileiras servem de modelo para seu país. “Temos a oportunidade com essa viagem de aprender com as práticas brasileiras, que são um ótimo exemplo de sucesso. Sabemos que a divisão das terras e a condição de produzir são fundamentais para a diminuição da pobreza.”

Para a Especialista em Agricultura e Desenvolvimento Rural do Banco Mundial, Fátima Amazonas, as iniciativas de acesso ao credito desenvolvidas pelo governo brasileiro são importantes para a redução da pobreza. “A forma como o Governo Brasileiro vem conduzindo as políticas de acesso ao crédito e à terra vem produzindo efeitos bastantes consideráveis na melhoria da qualidade de vida e na renda das populações rurais, aquelas que estão mais dispersas e portanto mais distantes das políticas públicas”.

Em 2004, uma comitiva de Malawi veio ao Brasil conhecer o Programa Crédito Fundiário para desenhar e implementar um projeto similar naquele país, com apoio do Banco Mundial. O projeto africano foi preparado, aprovado e encontra-se na fase final de implementação. A próxima fase é organizar a base produtiva e gerar renda aos agricultores beneficiados.

Fonte: MDA

Primeira universidade federal dentro de assentamento será no Paraná

Foto: Incra/PR

O assentamento Oito de Junho, em Laranjeiras do Sul (PR), será o primeiro do país a sediar uma universidade federal. As obras do campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) começaram ontem segunda-feira (2).

As aulas para os 500 estudantes iniciam em 2012 em cinco áreas do conhecimento voltadas à vocação econômica da região: Agronomia com ênfase em Agroecologia, Desenvolvimento Rural e Gestão Agroindustrial, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Aquicultura e Licenciatura em Educação do Campo.

O Incra cedeu à universidade uma área de 42 hectares para implantação do primeiro prédio, de 5 mil metros quadrados. O campus definitivo engloba também outros 45 hectares doados em maio de 2010 pelas prefeituras de Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu, Nova Laranjeiras e Laranjeiras do Sul.

O presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, participou da assinatura do termo de cessão da área. Na ocasião disse que a instalação do campus em Laranjeiras do Sul é um grande avanço para a reforma agrária no País. “É a primeira universidade federal do País dentro de um assentamento e com certeza vai trazer muito desenvolvimento para a região”, declarou.

O campus é estrategicamente localizado no Território da Cidadania do Cantuquiriguaçu, de características rurais. De acordo com dados do Instituto Emater do Paraná, a produção primária é responsável por 33% do total do Território. Além disso, 50,8% da População Economicamente Ativa do Território refere-se a agricultores de base familiar (agricultores familiares e assentados da reforma agrária).

O vice-reitor da UFFS, Antônio Inácio Andriolli, lembrou que a Universidade originou-se à partir da mobilização social, assim como os assentamentos da reforma agrária no País. “A UFFS nasceu da dupla luta: da sociedade e também do governo. Nosso desafio é construirmos uma universidade pública, democrática e popular”, disse.

O superintendente regional do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, destacou que, com a instalação da UFFS, a juventude rural não precisará sair do meio para estudar. “A Universidade será uma importante aliada para que possamos capacitar os assentados e viabilizar os assentamentos com base na produção agroecológica e preservação ambiental”, ressaltou.

O assentamento Oito de Junho foi criado em 2000 pelo Incra, a partir da desapropriação de um latifúndio improdutivo de 1.477 hectares. Ao todo 71 famílias vivem no assentamento. A principal atividade produtiva é a criação de gado leiteiro. De Laranjeiras do Sul, o leite é levado até São Miguel do Oeste (SC) para ser processado pela Cooperoeste Terra Viva, cooperativa formada por assentados da reforma agrária. Depois de embalado em caixas do tipo longa vida, segue para redes de varejo do Paraná e de Santa Catarina.

Um dos suportes da produção de leite no Oito de Junho é o Programa de Assessoria Técnica, Social e Ambiental à Reforma Agrária (ATES). Com o programa, foi implantada no assentamento a técnica do Pastoreio Racional Voisin (PRV), sistema intensivo de manejo do gado, da pastagem e do solo. A responsável pela aplicação da técnica é filha de assentados. Desieli Gomes de Amorin, 27 anos, é Técnica em Agroecologia formada pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Atualmente, ela cursa Engenharia de Aquicultura na UFFS. Com o funcionamento da UFFS dentro do assentamento, Desieli acredita que seja possível reverter a tendência de migração da juventude rural. “O jovem quer mais oportunidades de estudo e de trabalho. Com a instalação da universidade, a juventude permanece no assentamento, aumentando a geração de renda dentro do próprio município”.

Território da Cidadania

O Incra e a UFFS também formalizaram protocolo de intenções com objetivo de fomentar ações de ensino, pesquisa e extensão no âmbito da área de atuação da UFFS no Território do Cantuquiriguaçu. Ao todo, vivem cerca de 4,2 mil famílias assentadas no Território, que possui os três maiores projetos de assentamento do Incra no estado (PAs Celso Furtado, Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire).

Ainda na sexta-feira (29), foi realizada a eleição do Conselho de Desenvolvimento do Território Cantuquiriguaçu (Condetec). Elemar Cezimbra, coordenador administrativo do campus da UFFS em Laranjeiras do Sul, foi eleito presidente por unanimidade.

O Território da Cidadania Cantuquiriguaçu abrange uma área de 13.986,40 quilômetros quadrados e é composto por 20 municípios: Pinhão, Campo Bonito, Candói, Cantagalo, Catanduvas, Diamante do Sul, Espigão Alto do Iguaçu, Foz do Jordão, Goioxim, Guaraniaçu, Ibema, Laranjeiras do Sul, Marquinho, Nova Laranjeiras, Porto Barreiro, Quedas do Iguaçu, Reserva do Iguaçu, Rio Bonito do Iguaçu, Virmond e Três Barras do Paraná.

Fonte: MDA/Incra

Seminário em Dakar discute estratégias de desenvolvimento rural no Brasil

Adhemar Lopes de Almeida, secretário de Reordenamento Agrário do MDA

O secretário de Reordenamento Agrário do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SRA/MDA), Adhemar Lopes de Almeida, participou entre terça-feira (26) e sexta-feira (29), do Seminário de Avaliação de Impacto sobre as Adaptações da Agricultura, em Dakar, no Senegal

No encontro, realizado pelo Banco Mundial, Adhemar de Almeida apresentou as estratégias de desenvolvimento rural para a agricultura no Brasil, em particular o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), que despertou interesse nos representantes do governo de Senegal.

O secretário disse que o encontro favoreceu a aproximação entre o Brasil e países africanos. “A gente pode compartilhar e conhecer um pouco das experiências que estão sendo financiadas pelo banco no continente africano, na Ásia e no Brasil. Isso nos dá um panorama daquilo que está acontecendo e de futuras parcerias”, avaliou Adhemar, que ressaltou ainda o interesse do governo do Senegal nas políticas de desenvolvimento agrário brasileiro.

O Seminário de Avaliação de Impacto sobre as Adaptações da Agricultura (AADAPT) é um programa de desenvolvimento do Banco Mundial, por meio da Iniciativa de Avaliação de Impacto (DIME), para ajudar os governos a obter respostas às questões de agricultura, desenvolvimento e subsistência rurais.  O objetivo do seminário é debater os desafios de projetar e executar ações inovadoras na agricultura e seus resultados. O evento contou com a participação de 25 delegações de países africanos, do sul da Ásia e da América Latina.

As atividades prevêem que cada país elabore as bases de um programa de assistência técnica próprio. A meta é avaliar e incorporar as ideias e os acúmulos discutidos no seminário em seus programas. Em seguida, nas sessões práticas, cada grupo debate medidas possíveis e consequências de longo prazo. O programa do Banco Mundial se compromete a fornecer assistência técnica aos países para a execução destes estudos.

O secretário de Reordenamento Agrário do MDA viajou a convite do Banco Mundial.

Fonte: MDA/Incra