RS: Emater prioriza debate sobre sucessão rural e agroindústria familiar na Expodireto Cotrijal 2013

Divulgação

Divulgação

Não-Me-Toque/RS – Um problema que compromete a produção de alimentos no país e ameaça elevar a inflação – a falta de mão de obra no campo -, estará na agenda durante a Expodireto Cotrijal, que ocorre na próxima semana, de 4 a 8 de março, em Não-Me-Toque. A Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e Cotrijal, leva para o seu Espaço da Família Rural dois temas: a Sucessão Rural e a Agroindústria Familiar. Continuar lendo

Anúncios

Trabalho e previdência: mitos prejudicam setor agropecuário, afirma professor da USP

Pastore: é importante destacar que cada vez mais a agricultura precisa de mais neurônios e menos de músculos.

Para o doutor e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore, existem muitos mitos que rondam o setor agropecuário e prejudicam a resolução do apagão da mão de obra no campo. Um deles é que as máquinas agrícolas vão substituir os trabalhadores. “Mesmo com a utilização da tecnologia no meio rural, nem todo o setor pode ser mecanizado para dispensar a mão de obra existente. Há ramos como o de frutas e flores, por exemplo, que ocupam muito espaço e mão de obra devido às suas culturas. O que há no campo, na realidade, são pessoas mais idosas e com menos conhecimento, que contrastam com as novas tecnologias aplicadas”, afirma.

José Pastore é um dos palestrantes convidados para o Fórum Internacional Senar Inovação para o campo – Desafios no desenvolvimento de recursos humanos para vencer o apagão da mão de obra rural, que será realizado entre os dias 30 e 31 de agosto, em São Paulo. Ele ministrará a palestra: Apagão da mão de obra no campo – mitos e verdades.

O pesquisador da USP explica que realmente existe falta de mão de obra no campo e que mesmo que todo o setor esteja mecanizado daqui a 10 anos, há trabalho a fazer em se tratando de qualificação profissional. “Se isso acontecer, teremos ai 10 anos (o que é muito tempo) para capacitarmos os trabalhadores rurais, de forma que essas pessoas saibam como lidar com o maquinário disponível, pois a máquina precisa de profissionais que não existem no campo atualmente, como o mecânico, o gestor ou mesmo um profissional de TI”, ressalta.

Na opinião do professor, a saída dos jovens do meio rural em busca de melhores condições está começando a se reverter. “Em todos os países as cidades atraem as pessoas mais educadas. Mas com a utilização da tecnologia na agropecuária, os jovens têm voltado, atraídos pelas capacitações na área e também pelos salários cada vez maiores”, diz. “É importante destacar que cada vez mais a agricultura precisa de mais neurônios e menos de músculos”, assegura Pastore.

O pesquisador afirma que um evento como o fórum do Senar é crucial para o País, que tem se modernizado e precisa do contato com países mais desenvolvidos. “Todos os países avançados passaram por esses problemas e conseguiram resolver. É importante para o Brasil entender essas experiências e saber utilizá-las, fazendo as adaptações necessárias e não as copiando”, conclui.

Para conhecer os demais palestrantes, a programação completa do Fórum Internacional Senar Inovação para o Campo, ver dicas de hotéis e fazer sua inscrição, gratuitamente, acesse:

http://www.canaldoprodutor.com.br/forum-senar

Os jornalistas que desejarem acompanhar o fórum do Senar devem se credenciar, enviando e-mail para senar.comunicacao@senar.org.br

Fórum Internacional Senar Inovação para o Campo

30 e 31 de agosto

Inscrições até 23 de agosto

Hotel Sheraton

São Paulo

Fonte: Assessoria de Comunicação do Senar

Começa a semana dos alimentos orgânicos no DF

Foto: Emater-DF

O estímulo à produção orgânica de alimentos é uma das estratégias de governo para o Distrito Federal. E para contribuir com o acesso dos pequenos agricultores ao mercado, foi apresentada na abertura da VIII Semana dos Produtos Orgânicos do DF a metodologia de funcionamento do Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (Opac) para o DF.

O Opac pode autorizar os fornecedores por ele controlados a utilizar o Selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica. O Opac um requisito para o Sistema Participativo de Garantia que caracteriza-se pela responsabilidade coletiva dos membros do sistema, que podem ser produtores, consumidores, técnicos e demais interessados.

Segundo o presidente da Emater-DF, José Guilherme Leal, a empresa tem dado constante apoio para o desenvolvimento e capacitação dos agricultores na produção orgânica. “Precisamos contribuir para que o agricultor familiar tenha acesso ao mercado e sejam inseridos no processo de transição para uma agricultura mais sustentável, conforme preconiza a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão rural”, disse.

Programação –  Na manhã desta quarta-feira (30), estudantes de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB) e de Agroecologia do Instituto Federal de Brasília (IFB) fizeram uma visita técnica ao Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no núcleo rural PAD-DF. No local, a Emater-DF mantém uma unidade demonstrativa de sistema agroflorestal, onde são produzidos alimentos orgânicos.

O engenheiro agrônomo Roberto Guimarães, coordenador do programa de Agroecologia da Emater-DF, explicou aos alunos como funciona o sistema, quais as principais características e como o agricultor pode elevar a renda diversificando a sua produção. Segundo Roberto, esse é um dos pilares da agroecologia. “A biodiversidade, além de ser ambientalmente mais vantajosa, pode aumentar a lucratividade do produtor, que terá mais produtos para comercializar”, explicou Roberto. Os estudantes visitaram também o sistema agrossilvipastoril, que foi apresentado pelo zootecnista João Paulo Soares, pesquisador da Embrapa.

Confira a programação

Fonte: Emater-DF

‘Rio+20 será um fracasso’, diz especialista em negociações relacionadas ao clima

Eduardo Viola, professor da UnB. Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

O professor da UnB, Eduardo Viola, afirmou, nesta quarta-feira(30), que a Conferência Rio+20 não tem condições de ser bem sucedida. A afirmação foi feita durante audiência pública realizada pela Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) para debater a economia verde no contexto da erradicação da pobreza e o papel da governança para o desenvolvimento sustentável.

Eduardo Viola, que é professor titular de Relações Internacionais da UnB e especialista em negociações relacionadas ao clima, avaliou que a Rio+20 não terá grandes avanços porque as duas das maiores superpotências – Estados Unidos e China – não estão interessadas em negociações ambientais.

– Neste momento, temos três superpotências no sistema internacional: Estados Unidos, União Europeia e China. Elas são o centro do sistema. Dessas três só a União Europeia, mesmo que limitadamente, se orienta para uma economia mais verde. Estados Unidos e China são conservadores e não querem ceder soberania nacional – explicou.

Eduardo Viola disse que a Rio+20 vem em um “momento errado da História” e não deve passar de “acordos superdifusos que vão apenas repetir coisas já ditas em conferências anteriores”. Para ele, a Rio+20 só teria condições de sucesso se houvessem profundas mudanças políticas nas três superpotências.

O professor citou outras transformações necessárias no caminho da sustentabilidade.  Entre elas, a criação de uma organização poderosa do meio ambiente, com a introdução de limites planetários nas diversas atividades econômicas. Viola, entretanto, disse não acreditar que essas mudanças acontecerão em um futuro próximo.

Aspecto social

Já o professor da USP Eliezer Martins Diniz disse que o conceito de economia verde não tem grandes diferenças em relação ao de desenvolvimento econômico sustentável. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), lembrou, define economia verde como “a que resulta em um maior bem-estar humano e igualdade social enquanto reduz significamente o risco ambiental e a escassez ecológica”.

Diniz, que é economista e especialista em desenvolvimento sustentável, disse considerar o conceito é um pouco redundante, pois a definição de desenvolvimento sustentável já trata desses temas. Ele explicou que a única diferença em relação aos dois conceitos é que o de desenvolvimento sustentável dá mais ênfase ao aspecto econômico e ambiental enquanto o conceito de economia verde engloba também o aspecto social.

– Eu, como acadêmico, acho que se pode fazer todo tipo de discussão com o conceito de desenvolvimento sustentável. Seria mais bem assimilado pelas pessoas que vão para a Rio+20 e poderia ter melhores resultados – avaliou.

Ele alertou ainda que a grande ênfase no aspecto social, na frente das prioridades ambientais, pode ser uma “armadilha perigosa”, pois países em desenvolvimento podem argumentar que não cumpriram metas ambientais estabelecidas por priorizar a erradicação da pobreza.

– Se os países em desenvolvimento simplesmente disserem que têm como prioridade a erradicação da pobreza e que, por isso, não cumpriram nenhuma meta, está ‘tudo certo’. É preciso haver cobrança de resultados ambientais muito claros.

O diretor interino do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores, Paulino Franco de Carvalho Neto, defendeu a criação de um Conselho de Desenvolvimento Sustentável, no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).

– O Conselho teria mais poderes e um status mais elevado do que a atual Comissão de Desenvolvimento Sustentável, que tem um caráter mais de discussão, com pouco alcance de resultados concretos que interferem nas políticas públicas – observou.

Carvalho Neto disse que o governo brasileiro defende o reforço do Pnuma, estabelecendo, por exemplo, que as contribuições dos países para o programa sejam obrigatórias e não voluntárias. O diretor ressaltou ainda que “as questões ambientais não devem ser vistas isoladamente, devem englobar também as questões sociais e econômicas”.

Fonte: Agência Senado

Semana do Produtor movimenta Tabatinga

Divulgação

Evento começa neste sábado (26) com diversas atividades para a comunidade, com apoio da Emater-DF

O núcleo rural Tabatinga, na região administrativa de Planaltina, reúne mais de 260 propriedades, num total de 10 mil hectares. O forte da produção são grãos, horticultura e fruticultura, além da pecuária — onde se destaca a produção de leite, suínos e frangos. Quem quiser conhecer melhor a região, pode participar das atividades da XXIII Semana do Produtor, promovida pela Associação Agropecuária de Tabatinga (Agrotab), com apoio da Emater-DF. A programação começa neste sábado (26) e vai até o outro domingo (3).

Mostra agrícola com produtos locais, exposição de artesanato rural, concurso de receitas, palestras técnicas, apresentações culturais, coleta de embalagens de agrotóxicos e competições esportivas são apenas algumas das principais atividades da semana. Outro destaque é o tradicional almoço em homenagem às mulheres — preparado e servido pelos homens — que acontece no domingo (27). A abertura oficial do evento está prevista para as 11h, na sede do núcleo rural.

O objetivo principal do evento é integrar os produtores rurais da região, levando conhecimentos tecnológicos aplicáveis na agricultura e incentivando a competição saudável entre os agricultores e suas famílias. O núcleo rural Tabatinga fica a cerca de 30km de Planaltina, com acesso pela DF-130 ou pela DF-120.

Clique aqui para ver a programação completa

Fonte: Emater-DF

CE: Cascavel promove o II Festival da Galinha Caipira

Durante o evento acontecerá degustação de cardápio à base de galinha caipira. Foto: Divulgação

Cascavel/CE – Será realizado, de 25 a 27 de maio, na localidade de Choró Vaquejador, em Cascavel, o II Festival da Galinha Caipira dos Chorós. O evento é resultado da parceria entre o Sebrae Ceará e a Prefeitura do Município e pretende resgatar as tradições culturais do Sertão, através da culinária típica do interior.

O objetivo do evento é integrar as diversas comunidades envolvidas com a criação de galinha caipira, tratando-a como atividade econômica significativa para a comunidade, fomentando o protagonismo local como forma de promoção do desenvolvimento sustentável dos grupos produtivos envolvidos. Além de divulgar a culinária e reforçar a economia, o evento vai ajudar, também, a dar visibilidade ao artesanato local.

Na sua segunda edição, o evento inova sua programação com a Feira da Agricultura Familiar, tendo a participação de produtores locais, a fim de incentivar o início da organização de outras atividades produtivas, tais como produção de cajuína e cachaça artesanais.

Durante o evento acontecerá degustação de cardápio à base de galinha caipira, forró pé-de-serra, exposição de animais (concurso para eleger a galinha mais exótica do festival – “Galinha Fashion”), corrida de jegues, campeonato para escolher o menor e o maior ovo do evento. E mais: este ano haverá a escolha da Garota Caipira dos Chorós.

Além do Sebrae/CE, o festival conta com o apoio da Ematerce e do Banco do Nordeste. A programação técnica do evento constará de capacitação em gastronomia a base de galinha caipira, para aprimorar a produção dos pratos a serem apresentados durante o festival, capacitação em higiene e manipulação de alimentos, capacitação em criação de galinha caipira e palestra sobre o Empreendedor Individual, todas promovidas pelo Sebrae/CE, com o intuito de  melhor preparar os empreendedores e organizar a atividade.

A abertura do I Festival da Galinha Caipira dos Chorós ocorrerá no dia 25 de maio, a partir das 20h, no Choró Vaquejador. Outras informações sobre a iniciativa podem ser obtidas em http://www.galinhacaipiradoschoros.com/galeria-categorias.html.

Fonte: Ascom/PMC

Agrobrasília atrai produtores de todo o Brasil

Rota das Hortaliças despertou grande interesse nos agricultores familiares. Foto: Emater-DF

Mais de 15 mil pessoas passaram pelo Espaço de Valorização da Agricultura Familiar (Evaf) durante os cinco dias de Agrobrasília. Foram registrados na recepção do Evaf mais de 5,8 mil agricultores familiares de vários Estados, como Goiás, Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.

Os agricultores familiares puderam conhecer diversas tecnologias de baixo custo apresentadas em cada uma das 13 rotas do Evaf. As rotas das Hortaliças e da Qualidade e Sabor ficaram entre as mais visitadas. Essas duas buscaram demonstrar tecnologias aplicáveis desde o momento da produção em campo, passando pelas Boas Práticas Agrícolas na colheita e pós-colheita, com a participação da Embrapa, até o processamento dos produtos e chegando ao consumidor final em feiras e mercados.

Também tiveram destaque as rotas da Agroecologia, Cordeiros, Leite e Frutas, com um número elevado de visitantes. Todas as rotas buscaram focar na geração de renda ao agricultor familiar e mostrar o processo de produção de forma abrangente. Na rota do peixe, por exemplo, um caminhão refrigerado possuía espaço para comercialização dos pescados.

Ao total, considerando que o mesmo produtor foi atendido em diferentes rotas, o Evaf registrou cerca de 80 mil atendimentos a agricultores familiares, o que demonstra o alcance do espaço em difusão de tecnologias. A Agrobrasília faz parte do calendário de eventos do Distrito Federal e tem crescido expressivamente a cada edição.

O produtor Antônio de Pádua da Silva Cortes, do núcleo rural Taquara (região administrativa de Planaltina), gostou da Agrobrasília pela diversidade de temas. “Tivemos a oportunidade de ver e aprender sobre vários tipos de produção: grãos, hortaliças e piscicultura, além das novidades em máquinas e implementos”, afirmou.

Antônio, que planta tomate, pimentão, pepino e abóbora-menina, vê a possibilidade de criar peixes em sua propriedade, como complemento de renda. “Conversei com a instrutora da Emater-DF sobre o assunto e estou pensando em usar um dos meus três reservatórios de irrigação para começar a atividade. Se der dinheiro, vou adotar”, planeja.

Fonte: Emater-DF

Seminário sobre Mogno Africano

O Mogno Africano (Khaya ivorensis) vem ganhando cada vez mais destaque no cenário de madeira de lei devido ao seu bom desenvolvimento e alto valor agregado (rendimento de cerca de R$ 2.300,00 por m³, tendo em média de 300 e 500 m³ por hectare).

Sua madeira é cobiçada e utilizada para produção de móveis finos, construção civil e naval, instrumentos musicais entre outras finalidades.

Ricardo Tavares, presidente da Associação de Produtores de Mogno Africano Khaya ivorensis (ABPMA), realizadora do 1º Seminário de Mogno Africano é quase uma lenda do agronegócio, já criou e vendeu, com lucros astronômicos, a Sucos Mais e o Café Três Corações. Agora, ele aposta no mogno africano, num ousado projeto que pode render R$ 290 milhões e um retorno de 91% sobre o investimento, conforme matéria de capa da revista “Dinheiro Rural” que descreve a trajetória de sucesso do empresário mineiro.

Devido a sua atratividade, o Mogno Africano foi tema de Seminário Brasileiro realizado no interior do Estado de Minas Gerais e contou com a participação de cerca de 1.000 pessoas no mês de março e será também o tema principal de Curso promovido pelo Instituto Brasileiro de Florestas.

Na ocasião do 1º Seminário Brasileiro de Mogno Africano, o professor e pesquisador Antônio Lelos Pinheiro, autoridade máxima do setor que acompanha os principais projetos brasileiros, foi homenageado através da inauguração de um horto florestal na Fazenda Atlântica, localizada no município de Pirapora – MG, onde estão sendo realizadas plantios de cerca de 500 hectares de Mogno Africano, empreendimento financiado pelo empresário Ricardo Tavares. Visando disseminar o know-how e conhecimento prático, o Professor Pinheiro em parceria com o Instituto Brasileiro de Florestas e a ABPMA ministrará o Curso de Produção de Mogno Africano na cidade de Belo Horizonte no dia 12 de maio de 2012.

Fonte: Globo Rural

Agronegócio pode gerar US$ 200 bilhões em 2020

O professor da Universidade de São Paulo e palestrante do Showtec 2012, Marcos Fava Neves, defendeu que o agronegócio é o principal gerador de riqueza do Brasil. Divulgação / Famasul

O professor da Universidade de São Paulo e palestrante do Showtec 2012, Marcos Fava Neves, defendeu que o agronegócio é o principal gerador de riqueza do Brasil. Na palestra “Agricultura Brasileira. Profissionalização, Competitividade e Sustentabilidade”. “Antes precisávamos pagar para participar dos congressos internacionais, hoje somos pagos para estarmos lá”, apontou.

Fava Neves apontou que até 2020, o agronegócio deve gerar US$ 20 bilhões. Em 2011, o setor rural gerou US$ 95 bilhões.  Sem os números positivos da agropecuária brasileira, o saldo da balança comercial ficaria negativo. “Cairíamos de 44,7 bilhões de dólares positivos, para 20,2 bilhões de dólares”, apontou Fava Neves, comparando os saldos de 2005 para 2010.

Para ele a crise mundial não vai atrapalhar o crescimento brasileiro. Tudo porque em 2.000, 60% do que era exportado ficava centralizado para os Estados Unidos e os países da Europa. Já em 2010, o percentual de comércio com esses locais caiu para 34%. “Nossos compradores se diversificaram, logo se a Europa enfrenta uma crise, ela não afetará o Brasil”, conclui Fava Neves.

O palestrante também vê na África, além da Ásia, uma potencialidade como mercado consumidor. “O País [África] cresceu mais do que a Ásia, e esse reflexo vem na compra de mais alimento”, apontou, informando que as crises afetam menos a aquisição de alimentos.

Distribuição de renda

O professor da USP apontou ainda que o agronegócio brasileiro é também um distribuidor de renda. “O agronegócio reduz a desigualdade social”, comentou. Ele explica que é preciso gerar renda, antes de distribuí-la. Como o agronegócio produz riqueza,  gerando empregos, aumentando o consumo interno e trazendo novos investimentos por meio da instalação de novas industrias, ele distribui melhor os recursos.

O Showtec 2012 é realizado pela Fundação MS, com a promoção do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo– Seprotur – e da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – Agraer-, da Federação da Agricultura e Pecuária de MS – Famasul, da Associação de Produtores de Soja – Aprosoja/MS e o Sindicato e Organização da Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul – OCB/SESCOOP/MS com o apoio da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul – Biosul, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Prefeitura Municipal de Maracaju, Sebrae/MS e Banco do Brasil. Informações sobre evento podem ser obtidas pelo site http://www.fundacaoms.org.br, pelo telefone (67)3454-2631 ou pelo e-mail fundacaoms@fundacaoms.org.br.

Fonte: Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul – Famasul

“Brasil precisa de mais investimentos em pesquisa e na capacitação do produtor rural”, diz ministro

O ministro interino da Agricultura, José Carlos Vaz, esteve em Maracaju (MS), na abertura do Showtec 2012, que segue até o dia 27. Divulgação / Famasul

Para aumentar a produtividade na agropecuária nacional, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. Essa é a análise do ministro interino da Agricultura e Pecuária, José Carlos Vaz. “Precisamos trabalhar no eixo da sustentabilidade, definindo e investindo em novas linhas de pesquisa e na capacitação do produtor rural para que ele produza com mais eficiência”, diz. O ministro esteve em Maracaju (MS), na abertura do Showtec 2012, que segue até o dia 27.

“O Brasil precisa de uma política agrícola moderna para que produtores e investidores não tenham surpresas e principalmente investir em uma política que foque a produção e renda sazonal do produtor e assim ele trabalhe enfrentando com tranquilidade os riscos e adversidades sem geração de impacto em sua propriedade”, complementa o ministro. Para o presidente da Fundação MS, realizadora do Showtec , o produtor rural de Mato Grosso do Sul é modelo em inovação e superação de crise. “Nosso produtor é pioneiro porque tem contribuído, ao longo desses 20 anos, com as pesquisas que alavancaram a produção no Estado. São produtores conscientes porque são cobrados pela excelência e profissionalismo”, afirma Luis Alberto Moraes Novaes.

A governadora de Mato Grosso do Sul em exercício, Simone Tebet, ressaltou o peso do trabalho feito no Estado. “Somos o celeiro do Brasil e mundo. A sustentabilidade passa pela produção do agronegócio com a geração de energia limpa, por exemplo. As grandes indústrias que tem se instalado aqui vem em busca da nossa produção”, conclui.

Em Mato Grosso do Sul, com 55 mil produtores rurais, o agronegócio é responsável por 16,6% do PIB. “Isso mostra a força que o produtor rural tem. Ao longo dos anos, demonstramos o comprometimento e a garra do nosso produtor que sobrevive às crises e se fortalece ainda mais para enfrentar os desafios de contribuir na missão do Brasil de alimentar o mundo”, analisa o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de MS, Eduardo Riedel.

Showtec – O Showtec 2012, maior evento rural do Centro-Oeste, deve receber um público de 15 mil pessoas em busca de novas tecnologias em agricultura. Com tema do evento é a “Produção de Alimentos com Consciência Ambiental”, o Showtec 2012 é realizado pela Fundação MS, que comemora 20 anos da criação.

O evento conta ainda com a promoção do Governo do Estado, por meio da Secretaria deEstado de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo– Seprotur – e da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – Agraer-, da Federação da Agricultura e Pecuária de MS – Famasul, da Associação de Produtores de Soja – Aprosoja/MS e o Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul – OCB/SESCOOP/MS com o apoio da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul – Biosul, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa, Prefeitura Municipal de Maracaju, Sebrae/MS e Banco do Brasil.

Informações sobre evento podem serobtidas pelo site http://www.fundacaoms.org.br, pelo telefone (67)3454-2631 ou pelo e-mail fundacaoms@fundacaoms.org.br.

Fonte: Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul – Famasul