Produtores rurais do Nordeste terão juros mais baixos e renegociação de dívidas

DF Rural

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Os produtores rurais do Nordeste e do norte de Minas Gerais pagarão menos juros nas linhas oficiais de crédito. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu as taxas dos financiamentos agrícolas para as duas regiões. Continuar lendo

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Dilma entrega máquinas do PAC 2 e anuncia novas medidas para o Nordeste

Dilma - PAC 2

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A importância dos investimentos para combater os efeitos da seca, a pior dos últimos 50 anos, foi ressaltada pela presidenta Dilma Roussef, durante a inauguração do primeiro trecho do Sistema Adutor do Pajeú, nesta segunda-feira (25), em Serra Talhada (PE). Entre as medidas anunciadas pela presidenta estão a prorrogação do Seguro-Safra e do Bolsa Estiagem, R$ 3,1 bilhões em investimentos no estado, além da ampliação da entrega de máquinas pelo PAC 2 às prefeituras do Semiárido Nordestino. Continuar lendo

TO: Conselho Estadual do Desenvolvimento Rural aprova criação do Território do Nordeste do Tocantins

Os municípios participantes trabalham em conjunto para promover o desenvolvimento sustentável. Foto: Joatan Silva/Seagro

Palmas/TO – O território do Nordeste do Tocantins, após dois anos de discussões, teve sua criação aprovada pelo Cedrus – Conselho Estadual do Desenvolvimento Rural Sustentável, na manhã desta terça-feira (26). Inicialmente fazem parte do Território os municípios: Pedro Afonso, Santa Maria, Campos Lindos, Centenário, Goiatins, Itacajá, Itapiratins, Bom Jesus, Barra do Ouro, Palmeirante, Filadélfia, Babaçulândia e Wanderlândia.

Além dos conselheiros, representantes governamentais e da sociedade organizada, participaram da reunião ordinária os prefeitos e os integrantes da Comissão de Criação do Território. De acordo com o subsecretário dos Assentamentos e Pequenas Propriedades, da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Rodolfo Botelho, o território tem como conceito a área geográfica de atuação de um projeto político-institucional, que se constrói a partir da articulação de instituições em torno de objetivos e métodos de desenvolvimento comuns.

“Partindo-se deste entendimento político, desenvolvem-se projetos produtivos, sociais, culturais e ambientais, normalmente orientados ou liderados por um projeto dominante ou ideia-guia. Os municípios participantes trabalham em conjunto para promover o desenvolvimento sustentável, e ainda facilitam a captação de recursos, que inclusive são priorizados pelo Governo Federal”, ressaltou o subsecretário.

De acordo com a comissão de criação, os municípios foram delimitados através do PDRS – Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável. Atualmente a região possui mais de 100 mil habitantes e um índice de urbanização é de 66,12%. A maioria dos produtores está no grupo de área de até mil hectares, e estudos técnicos apontam como potencialidade as culturas da mandioca, produção leiteira, apicultura, fruticultura e piscicultura.

Segundo o presidente do Ruraltins, Olímpio Mascarenhas, a exemplo de outras regiões que criaram seus territórios o desenvolvimento econômico e social tem melhorados e já aponta crescimento do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. “O objetivo da criação do Território do Nordeste do Tocantins é melhorar a qualidade de vida do produtor rural”, completou.

MDA

O Ministério do Desenvolvimento Agrário sugere que o território deve possuir, antes de tudo, um tecido social, com relações de bases históricas e políticas que vão além da análise econômica. À dimensão territorial do desenvolvimento somam-se as já estudadas dimensões temporais (ciclos econômicos) e setoriais (a exemplo dos complexos agroindustriais). A formação de um território deve responder a cinco pré-requisitos: 1) mobilizar os atores em torno de uma ideia-guia; 2) contar com o apoio desses atores, não apenas na execução, mas na própria elaboração do projeto; 3) definir um projeto orientado ao desenvolvimento das atividades de um território; 4) realizar o projeto em um tempo definido; e 5) criar uma entidade gerenciadora que expresse a unidade entre os protagonistas do pacto territorial.

Fonte: Seago/TO

Diminui o ritmo de desmatamento da Caatinga

Entre 2008 e 2009, a Caatinga, bioma predominante do Nordeste brasileiro, perdeu 1.921 quilômetros quadrados (km²) de vegetação nativa, uma área equivalente a 200 campos de futebol. A média anual foi de 0,23% a menos da área original do bioma por ano, ritmo menor que o medido entre 2002 e 2008, de 0,28% de floresta derrubada anualmente.

Os estados que mais desmataram o bioma entre 2008 e 2009 foram a Bahia, o Ceará e Piauí, que juntos foram responsáveis por 77% da derrubada total no período. Os dados são do Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), divulgados hoje (17).

“Apesar da queda, já temos uma perda expressiva do bioma, de quase 46% da vegetação original. Isto demonstra a urgência de estimular projetos para o uso sustentável dos recursos do bioma”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A Caatinga já teve 45,4% de seu território desmatado, cerca de 400 km² a menos de vegetação original. O desmatamento mais recente do bioma está ligado com a exploração ilegal de madeira para produção de carvão. Além da ameaça do desmatamento, o bioma é um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas, com áreas sob grave risco de desertificação.

Hoje, o ministério e a Caixa anunciaram investimentos de R$ 6 milhões para projetos de uso sustentável dos recursos naturais da Caatinga. Os recursos poderão financiar projetos de manejo florestal e eficiência energética, por exemplo. Segundo o ministério, os editais serão divulgados na próxima semana.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e ocupa cerca de 11% do território do país, distribuído nos estados da Bahia, Paraíba, do Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no norte de Minas Gerais.

Fonte: Agência Brasil