Trabalho aprova preferência da União a produtos da agricultura familiar

Divulgação

A medida vale para os órgãos que fazem esse tipo de compra regularmente

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na última quarta-feira (31) o Projeto de Lei 2588/11, do deputado Marcon (PT-RS), que fixa uma cota mínima de 30% de produtos da agricultura familiar entre os alimentos comprados pela administração pública federal. A medida vale para os órgãos que fazem esse tipo de compra regularmente. Continuar lendo

MG: dia de campo apresenta benefícios do cultivo do morango orgânico para a agricultura familiar

Morango Oso Grande - Foto: Mariana Penaforte de Assis

Três Marias/MG – A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em parceria com a Emater/MG, promove na próxima terça-feira (30), em Três Marias, o dia de campo “Produção de Morango Orgânico para a Agricultura Familiar”. O objetivo é apresentar os resultados do projeto “Produção de Morango Orgânico para Agricultores Familiares para Diversificação da Produção e como Nova Alternativa de Renda na Região Central de Minas Gerais”.

Durante o dia de campo, a presidente da Associação Comunitária do Bonfim – Asbon – (comunidade situada na Zona Rural de Três Marias), Ana Lúcia Fernandes Pereira, falará sobre a experiência dos produtores daquela região e o retorno social e financeiro do Projeto. O extensionista da Emater/MG Magno Gomes da Rocha abordará o cultivo do morangueiro e apresentará planilhas de custo e produção adaptadas para a região.

O pesquisador da EPAMIG Mário Sérgio Carvalho Dias ministrará a palestra “O Cultivo do Morangueiro” na qual apresentará tecnologias para plantio, colheita e pós-colheita do morango. O pesquisador falará sobre as variedades mais propícias para as condições de clima e solo da região. “Queremos conscientizar o produtor de que não é recomendado utilizar cultivares de morango que não foram testadas na região. Atualmente a EPAMIG desenvolve pesquisas com morango no Norte, Centro-Oeste e Sul de Minas e são recomendadas cultivares que atendem às especificidades de cada local. No caso de Três Marias,  implantamos a variedade ‘Oso Grande’, informa a chefe do Departamento de Transferência Tecnológica da EPAMIG, Juliana Simões.

O dia de campo “Produção de Morango Orgânico para a Agricultura Familiar” é destinado a produtores e extensionistas da região Centro-Oeste de Minas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas previamente pelos telefones (31) 3773-1980 (EPAMIG Centro-Oeste) e (38) 3754-2781 (Regional Emater), até a data do evento.

Projeto apresenta saldo positivo

O projeto “Produção de Morango Orgânico para Agricultores Familiares para Diversificação da Produção e como Nova Alternativa de Renda na Região Central de Minas Gerais” é coordenado pela pesquisadora da EPAMIG Juliana Simões e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Durante três anos, foram disponibilizadas orientações tecnológicas e técnicas para o cultivo de morango orgânico a agricultores familiares da Comunidade do Bonfim. “A proposta do projeto foi transferir tecnologia para uma região em que a cultura não era consolidada. Todo o processo – visita de pesquisadores, escolha das cultivares, assistência técnica – foi custeado pelo CNPq. Com este dia de campo, estamos encerrando o projeto e demonstrando resultados satisfatórios”, finaliza Juliana.

Fonte: Epamig

MG: Plano Safra disponibiliza R$ 2,1 bilhões em créditos para agricultura familiar

Foto: Fred William/MG

“A Agriminas mostra famílias de agricultores familiares que estruturaram sua produção acessando o Pronaf, assistência técnica e políticas de incentivo à comercialização. Os recursos do Plano Safra têm esse propósito, consolidar a presença desses agricultores no mercado.” A afirmação foi feita pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, na tarde desta quinta-feira (18), durante visita à 6ª Feira da Agricultura Familiar de Minas Gerais (Agriminas), em Belo Horizonte (MG).

Pela manhã, em solenidade realizada na Assembléia Legislativa, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011-2012 para Minas Gerais, que disponibiliza R$ 2,1 bilhões para ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no estado, sendo R$ 900 milhões para operações de investimento e R$ 1,2 bilhão para operações de custeio. Os recursos estão disponíveis nas instituições financeiras desde 1º de julho.

“Fazer chegar assistência técnica efetiva, estruturar a produção, promover a comercialização e a conseqüente geração de renda são as metas do Ministério”, explicou o secretário nacional de Agricultura Familiar, Laudemir Müller. O secretário destacou medidas do Plano Safra como a redução de juros (de no máximo 2% para as linhas de investimento do Pronaf), ampliação dos limites de crédito e ampliação de recursos para melhoria da assistência técnica e extensão rural (ATER). Para Minas Gerais estão previstos R$ 22,1 milhões para qualificar a ATER, os serviços de acesso a tecnologias de gestão e organização produtiva de jovens, mulheres e comunidades tradicionais.

“A produção de agricultores e agricultoras é uma forma de combater a pobreza no campo”, ressaltou Müller, lembrando que 80% dos estabelecimentos agrícolas de Minas Gerais são da agricultura familiar e que este segmento é responsável por 60% da ocupação de pessoal no meio rural.

Desenvolvimento territorial

O secretário de Desenvolvimento Territorial (SDT) do MDA, Jerônimo Souza Rodrigues, destacou que Plano Safra propicia o avanço da produção de alimentos no país e a geração de renda em unidade com o meio ambiente. Para o secretário, o desafio é qualificar a gestão de projetos de desenvolvimento para o setor familiar. “Em Minas Gerais temos 12 territórios da Cidadania e Rurais. Devemos discutir as ações nesses territórios, fazer com que os projetos estejam afinados dentro da política de desenvolvimento territorial.”

Nesta safra, o MDA vai destinar, por meio da SDT, R$ 4,5 milhões para Minas Gerais. São R$ 300 mil para cada território no Estado e R$ 900 mil para ações do Plano Brasil Sem Miséria no Território Serra Geral.

Também participaram da audiência realizada na Assembléia Legislativa o presidente do Incra, Celso Lisboa, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Alves do Nascimento, o subsecretário Edmar Gadelha, o vice-presidente da Emater/MG, Marcelo Lana Franco, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado de Minas Gerais (Fetaemg), Vilson Luiz da Silva, e o diretor estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Sìlvio Neto.

Política de apoio à comercialização, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) será reforçado em Minas Gerais. No ano de 2011, o PAA disponibiliza para o governo do estado e prefeituras municipais o valor de R$ 69,2 milhões. Além disso, o programa, por meio da Conab, vai investir R$ 224 milhões este ano em todo o Brasil.

Minas Gerais

Desde o dia 1º de julho, as agências dos bancos que operam o Pronaf em Minas Gerais já estão acolhendo propostas de agricultores. Das 470 agências do Banco do Brasil, 370 já têm no mínimo um contrato de Pronaf. No estado, o índice de inadimplência do Pronaf é de apenas 1,3%.

Crédito Fundiário

Serão beneficiadas também 57 novas famílias com o Programa de Crédito Fundiário, coordenado pela Secretaria de Reordenamento Agrário (SRA). Estas famílias receberão uma área total de 1.956 hectares, o que corresponde a recursos da ordem de R$ 5,6 milhões. Este ano 111 famílias do estado de Minas Gerais já se tornaram proprietários de terra com apoio do Programa.

Arca das Letras

O ministério também vai implantar 100 novas bibliotecas rurais no estado, com formação de 200 agentes de leitura em comunidades rurais dos territórios Médio Jequitinhonha, Alto Jequitinhonha, Serra Geral e Vale do Mucuri.

A agricultura familiar

Em Minas Gerais, existem 437.415 estabelecimentos da agricultura familiar, o que corresponde a 79% dos estabelecimentos agropecuários do estado. Eles ocupam 27% da área total dos estabelecimentos agropecuários e são responsáveis por 62% do pessoal ocupado no meio rural (1.177.116) e 32% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do estado. A agricultura familiar responde por 84% da produção de mandioca, 32% da produção de feijão, 44% do arroz em casca, 32% do café, 28% de aves e 31% dos suínos no estado.

O Censo Agropecuário do IBGE aponta que a agricultura familiar brasileira conta com mais de 4,3 milhões de unidades produtivas, o que corresponde a 84% do número de estabelecimentos rurais do Brasil. Este segmento produtivo responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB), 38% do Valor Bruto da Produção Agropecuária e 74,4% da ocupação de pessoal no meio rural (12,3 milhões de pessoas).

Fonte: MDA

Parceria leva ensino profissionalizante a distância para trabalhadores rurais

Canal Rural, Agromix, ABCZ e FAZU firmam parceria que promove capacitação aos trabalhadores do agronegócio. Reprodução

Uma parceria entre a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU), Canal Rural e Agromix vai levar ensino profissionalizante aos trabalhadores rurais de todas as regiões do Brasil. Pela televisão, os alunos poderão assistir às aulas que serão complementadas por materiais impressos e na Internet. Ao final do curso, os inscritos receberão seu certificado de conclusão.

O telecurso tem como objetivo promover a capacitação desses trabalhadores, e também melhorar a gestão das atividades e ganhos dos produtores rurais em seus negócios, oferecendo aos interessados um conteúdo qualificado, flexibilidade de tempo e redução de custos. Os temas dos primeiros cursos serão “Manejo Animal”, “Gerenciamento da Propriedade Rural” e “Nutrição, alimentos e alimentação de bovinos”.

Cada curso terá duração de dois meses e os inscritos receberão apostilas para acompanhar as tele-aulas, além de acesso ao site com todo o conteúdo especial, atendimento exclusivo e, ao final de cada curso, certificado de conclusão emitido pela FAZU (após realização de prova presencial).

Para permitir o acesso ao curso a um número maior de trabalhadores, haverá duas formas de inscrição: individual ou em grupos de 12 pessoas, que terão valor diferenciado. Desta forma, é possível que um fazendeiro, por exemplo, contrate o curso para capacitar vários de seus funcionários.

“Desde sua criação, há quase quinze anos, o Canal Rural está comprometido com a formação e o aprimoramento profissional dos trabalhadores do campo”, diz Donário Lopes de Almeida, diretor-geral do Canal Rural. “Esta parceria com a ABCZ, que envolve também a FAZU e o Agromix, é uma grande conquista para levarmos a esse público a formalização do aprendizado que ele recebe pela TV.”

A formalização da parceria ocorrerá no dia 19 de agosto, durante a Expogenética, em Uberaba, Minas Gerais. Estarão presentes Eduardo Biagi, presidente da ABCZ; José Olavo Borges Mendes, representando a FAZU; Juan Lebrón, representando o Canal Rural; e Marcelo Curi, diretor do Agromix.

Independentemente da inscrição, todos os telespectadores da Agromix poderão acompanhar o curso pela TV, mas apenas os matriculados terão acesso ao material didático, ao site especial do curso e receberão o certificado, após a realização de uma prova presencial nas unidades da ABCZ de cada Estado, ou em sindicatos rurais conveniados.

As tele-aulas dos três cursos serão gravadas nas sedes da FAZU e ABCZ, e editadas sob a responsabilidade do Canal Rural. As aulas inéditas serão exibidas no canal Agromix às segundas, quartas e sextas-feiras, das 17h às 18h e em horário alternativo às terças, quintas e sábados, das 6h às 7h.

O Agromix pode ser sintonizado em todo o Brasil pela parabólica digital (satélites Brasilsat B4 e Starone C2) e também pode ser assistido ao vivo na Internet (www.agromix.tv). A emissora também está presente em operadoras de TV a cabo de nove Estados.

Fonte: Art Press

CE: Ematerce apresenta na Expocrato ações em benefício dos agricultores familiares

A exemplo dos anos anteriores, a Ematerce atuará, de forma intensiva, durante a Expocrato – 2011, que será aberta no domingo (10), na cidade do Crato, no Cariri prolongando-se até 17 de julho/2011. Da Ematerce, participam da solenidade de abertura a diretoria executiva, tendo a frente o presidente José Maria Pimenta Lima, acompanhado de assessores estaduais, gerentes regionais, locais e extensionistas dos municípios da região do Cariri.

Segundo o gerente regional da Ematerce (Cariri) Francisco Adonias Sobreira, de 12 a 15 de julho, será uma oficina técnica sobre o tratamento de sementes de milho e sorgo com a participação de 160 agricultores familiares. O objetivo é capacitar agricultores para o manejo para o manejo adequado do milho, no tocante ao sistema de plantio direto, apresentando técnicas modernas de cultivo, orientando-os a praticar os princípios de manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas.

Acrescentou Adonias que os agricultores familiares receberão, também, informações técnicas, mediante aulas práticas, de regulagens de plantadeiras, pulverizadores e tecnologias de aplicação de defensivos agrícolas. Tudo isso – frisou o gerente regional da Ematerce – para evitar a degradação do meio ambiente, o que poderá comprometer os solos no futuro.

A Ematerce faz-se presente, ainda, com seu estande institucional, para divulgar as principais ações extensionistas, no campo, executadas em 27 municípios da região caririense. A empresa apresenta, também, seu escritório móvel, ou seja, uma Van, adaptada com toldo, birôs, cadeiras, armários, telão, aparelho de DVD, bebedouro, gerador de energia, além de material informativo sobre assuntos do setor agropecuário, isto é, as culturas plantadas nas propriedades rurais atendidas.

Fonte: Governo do Ceará

Governo quer recadastrar todos os imóveis rurais do Brasil

O governo avalia fazer um megarrecadastramento de todos os imóveis rurais do país como forma de apertar o controle sobre as terras em mãos de estrangeiros. Em troca, admite afrouxar restrições para a aquisição de áreas por empresas e cidadãos de outros países.

A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu ontem um “pente-fino” em 330 milhões de hectares de quase 5,2 milhões de estabelecimentos rurais do país. “Há a necessidade de um recadastramento para saber quem tem a posse da terra e qual atividade está desenvolvendo nessa terra”, afirmou o advogado-geral da União substituto, Fernando Albuquerque Faria, aos deputados da subcomissão da Câmara criada para tratar do assunto.

Diante da forte pressão empresarial contra o aperto a aquisições, a AGU avalia ser “menos rigorosa” nas barreiras impostas à compra de terras por estrangeiros. Mas insiste em ampliar o controle das informações sobre a propriedade da terra. “Podemos até ser menos rigorosos em limitações e restrições desde que tenhamos mais controle de informações”, disse Faria.

O tema está na alçada da AGU desde a revisão, no fim de 2010, da interpretação da lei de controles sobre as aquisições de terras por estrangeiros no Brasil. Desde então, um parecer da AGU, avalizado pelo então presidente Lula, equiparou os conceitos de empresa nacional de capital estrangeiro e companhia controlada por acionistas não-residentes no país ou com sede no exterior.

A AGU determinou aos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento a ampliação dos controles sobre a participação do capital estrangeiro em empresas nacionais detentoras de terras. Antes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já havia determinado aos cartórios a necessidade de informar todos os registros de posse em mãos internacionais.

Atualmente, nenhum órgão do governo tem controle total sobre o tamanho das áreas em mãos estrangeiras. “Os dados são estimados. O Incra não faz controle desde um parecer anterior da AGU”, disse Fernando Faria. O recadastramento teria como principal objetivo levantar dados especialmente sobre o período entre 1994 e 2010, quando passou a valer a nova interpretação mais restritiva da AGU.

O novo parecer da AGU também abriu a possibilidade de questionamentos jurídicos nos casos de aquisições e fusões anteriores à sua interpretação da Lei nº 5.709, de 1971 – criada no regime militar para barrar a compra de propriedades por estrangeiros. O texto limitava as compras a um quarto da área de cada município brasileiro e previa que cidadãos de mesma nacionalidade não podiam ser donos de mais de 40% desse limite.

“É possível anular compras”, afirmou o advogado-geral substituto aos deputados. “E se o dono não produzir ou descumprir a função social da terra pode ser desapropriado”, disse. O advogado afirmou, ainda, que o governo já pode tomar outras medidas restritivas, como a imposição de um imposto de exportação ou a criação de estoques reguladores compulsórios.

Na audiência, Fernando Albuquerque Faria afirmou aos deputados que é “apenas um dos cenários” a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), que contaria com uma ação “golden share” dando poder de veto ao governo, para aquisições de terras em determinadas escalas e setores estratégicos. A AGU defende que alguns segmentos não teriam necessidade de ter a titularidade da terra. Em outros casos, isso seria fundamental para o negócio.

“No caso das florestas plantadas, precisariam ter a propriedade”, disse o advogado-geral substituto. “No setor de cana, talvez não seja tão necessário. O arrendamento seria a solução”. Daí, a necessidade de “conversar” com os vários segmentos, segundo ele. “Estamos dispostos a ouvir. Estamos atentos às peculiaridades”.

A AGU lembrou que a maioria dos países mantém restrições à aquisição de terras nacionais por estrangeiros. “A grande maioria veda. Alguns começaram a estimular, como a Rússia”, afirmou.

Fonte: Painel Florestal

País firma-se como fornecedor mundial de produtos agrícolas

Os números mostram a capacidade brasileira de contribuição na resolução de um problema da economia global, que é enfrentar e combater a fome

O agronegócio manteve, no primeiro semestre deste ano, o destaque na economia nacional, ao ser responsável pelo superávit na balança comercial brasileira ao responder por mais de 40% das exportações brasileiras. Além disso, em meio aos debates sobre a disparada dos preços internacionais das commodities agrícolas e do aumento na demanda mundial por alimentos, o Brasil ganhou definitivamente o status de potencial fornecedor global de produtos agropecuários. E na mesma trilha, o know- how nacional em biocombustíveis atraiu estrangeiros interessados em investir na produção e também na importação de nossa tecnologia.

A capacidade produtiva da agricultura nacional ganhou, em 2011, novos contornos, depois que o governo federal mudou as regras, em 2010, para a aquisição e arredamento de áreas rurais por estrangeiros. Os chineses foram os primeiros a buscar parcerias , acenando com investimentos de mais de US$ 7 bilhões em apoio aos produtores de soja na Bahia e Goiás. Em seguida, empresários sul-coreanos visitaram produtores rurais também na busca por produtos agrícolas. A euforia no início do ano, quando projeções indicavam novos recordes, com uma safra de pouco mais de 150 milhões de toneladas de grãos, foi superada em junho por novas previsões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ambos indicando que a safra será superior a 161 milhões de toneladas, recorde absoluto. Em entrevista ao DCI, o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, mostrou otimismo com os números.

“Há cinco anos se alguém falasse que produziríamos mais de 150 milhões de toneladas de alimentos seria considerado maluco”, disse. “Agora já podemos prever, num futuro próximo, o Brasil chegando a 200 milhões de toneladas ou mais.”

Para Rossi, “os números mostram a capacidade brasileira de contribuição para os próximos anos na resolução de um problema da economia mundial, que é enfrentar a fome”.

Soja

Principal commodity agrícola brasileira, a soja começou 2011 com preço em alta e bons negócios, segundo o analista da Scot Consultoria, Rafael Ribeiro. “A partir de fevereiro, os seus preços oscilaram na faixa de R$ 46 a saca o que mostra que não há uma tendência, entretanto não há previsão de quedas ou grandes altas”, acredita. Em fevereiro, os preços ultrapassaram R$ 50. Hoje, a saca é cotada em R$ 47.

Já o diretor da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja MT), Carlos Fávaro, lembra que “tivemos um pequeno atraso no plantio, mas a partir da normalização das chuvas foi um ano espetacular, com aumento de produção e novo recorde com 20,3 milhões de toneladas, ante os 19,6 milhões do ano passado”. “Os preços também ficaram bastante bons desde o final do ano passado, apesar de que 50% da safra já havia sido vendida em mercado futuro a preços menores do que os vistos hoje”, lembra Fávaro. “Entretanto, a preços bons o que ajuda o produtor, que precisa investir agora e aproveitar esse momento, para pagar parte do endividamento, e até investir”.

Para a engenheira agrônoma da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), Margorete Demarchi, a situação é boa. O estado plantou área recorde de soja, de 4,5 milhões de hectares, aumento de 3%. “O estado já não possui mais tanto espaço para ampliar a sua produção desse grão, para fazer isso será necessário retirar de outra cultura, como o milho”, disse. “Tivemos uma safra recorde de soja, 15,3 milhões de toneladas, um incremento de 10%”, afirma. “Batemos recorde de produtividade também, com 3,4 mil quilos por hectare.”

Milho

O milho teve uma primeira safra recorde no País, mas enfrenta problemas com a safrinha. Os preços do milho já começaram o ano com patamares elevados, chegando a R$ 32 a saca em fevereiro, contra os R$ 15 do ano passado. Com a colheita da safra, entre fevereiro e maio, houve uma pressão de baixa e os valores recuaram para R$ 27. “Hoje o preço está em R$ 30 novamente, mostrando que em termos de demanda o mercado segue firme”, disse o analista da Scot. Para Ribeiro, este é o ano do milho, o que deve gerar uma pressão para a próxima safra, com muitos produtores optando pelo milho, não trocando pela soja, mas aumentando a área de milho safrinha”.

De janeiro a maio o Brasil exportou 2,78 milhões de toneladas de milho, contra os 2,05 do ano passado, “isso porque os EUA plantaram menos milho”, segundo Ribeiro. “Então o Brasil obteve um maior espaço no mercado internacional este ano”.

Fonte: Diário do Comércio & Indústria

Bienal – Futuro do agronegócio no Brasil Central

Sediada em Goiânia, Bienal dos Negócios da Agricultura do Brasil Central reunirá produtores, pesquisadores e lideranças empresariais. Finalidade é discutir, entre outros assuntos, a emergência de novos modelos para o desenvolvimento do setor

Refletir sobre a realidade do setor de produção de alimentos, biocombustíveis e commodities agrícolas. Viabilizar o intercâmbio de ideias entre quem produz, ou atua nos segmentos de apoio ao setor, apontando novas estratégias para o desenvolvimento da agricultura. Avançar sem desmatar. Esse é o cenário da quarta edição da Bienal dos Negócios da Agricultura, evento realizado pelas federações da agricultura do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Com uma programação composta de painéis expositivos, que reunirá todos os agentes da cadeia produtiva, o evento acontece em Goiânia nos dias 11 e 12 agosto. O Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Goiás (UFG) foi o espaço escolhido para abrigar os painéis, palestras e mesas redondas do evento.

Para entender as maiores demandas dos produtores, a Bienal colocará em pauta as discussões relativas às principais cadeias produtivas do Brasil Central – algodão, cana-de-açúcar, soja e milho –, avaliando a importância da região para os alicerces da agricultura nacional. O Centro-Oeste possui um território de mais de 160 milhões de hectares e registra um produto interno bruto que chega a R$ 161 bilhões anuais. Apesar dos bons resultados e da posição estratégica no que diz respeito à produção de alimentos, a região enfrenta dificuldades impostas por sua localização, seu clima e sua infraestrutura. A ideia é afinar o discurso do setor em atividades programadas para um público médio de 800 pessoas.

A abertura da Bienal será dedicada a discutir o potencial agropecuário no Brasil Central. Foram convidados para o painel os governadores das quatro unidades federativas, além da presidente da Confederação da Pecuária e Agricultura do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu. No segundo dia, o debate se amplia ainda mais, com painéis sobre sistemas produtivos, modelos e ambientes de negócios, cenário macroeconômico e a demanda mundial por alimentos e biocombustíveis. Participam da conferência consultores, economistas e representantes das maiores empresas do setor.

Fonte: Famato

MS: Curso de melhoramento genético começa dia 5 na Embrapa

O curso de melhoramento de gado de corte da Embrapa – Geneplus está em sua 23ª edição

Com foco principal na genética bovina, o encontro acontece de 5 a 8 de julho na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande-MS, com realização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Unidades Gado de Corte e Pantanal, e Programa de Melhoramento de Gado de Corte – Geneplus.

Um dos maiores objetivos desta edição, segundo os organizadores, é proporcionar uma atualização técnica aos presentes e debater alguns temas que possam contribuir para o aumento da produtividade e melhoria da qualidade da carne. Para isso o curso é indicado para os profissionais da rede de assistência técnica pública e privada, associações de criadores e centrais de inseminação, criadores, técnicos em agropecuária, agrônomos, veterinários, zooctecnistas, administradores e acadêmicos dos últimos anos de ciências agrárias.

Nos dias 5, 6 e 7, a programação será no auditório Nelore da Embrapa Gado de Corte, com abertura do chefe-geral da Gado de Corte, Cleber Oliveira Soares, relatando os novos cenários para a cadeia produtiva da carne bovina no país, a partir das 8 horas.

O dia 8 será dedicado a atividades de campo. No período da manhã, na fazenda Modelo, em Terenos, MS, os participantes terão a oportunidade de praticar avaliações de conformação frigorífica e de condição corporal de matrizes do rebanho Nelore PO da Embrapa. À tarde, retornando à Embrapa, serão vistoriados animais do programa de cruzamentos e de populações compostas.

Com carga-horária de 32 horas são oferecidas 50 vagas. As inscrições para profissionais custam R$ 300,00 e estudantes e participantes de edições anteriores (com comprovação), R$ 150,00 e são feitas por meio de depósito bancário no Banco do Brasil, sendo necessário verificar a disponibilidade de vaga, antes de efetivar o pagamento. Informações são obtidas nos números (67) 3027-6383 e 3042-6383 e no http://www.cnpgc.embrapa.br.

 O curso é uma das atividades do Programa de Melhoramento de Gado de Corte, que integra o Projeto de Pesquisa Genética de populações como suporte para a identificação de genótipos superiores para a melhoria da produtividade dos rebanhos, inserido no Sistema Embrapa de Planejamento e tem o apoio da Fundapam, ABCZ, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Pecus.

Fonte: Embrapa Gado de Corte

Novo Código Florestal aumentaria em 47% o desmate até 2020, diz UnB

Caso o novo Código Florestal for adotado pelo governo brasileiro da maneira em que está, o desmatamento no país pode aumentar 47% até 2020. A informação foi apontada em um estudo elaborado por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com cientistas da Holanda e da Noruega.

O projeto chamado Lupes (Política de uso da terra e desenvolvimento sustentável em países em desenvolvimento, na tradução do inglês) se baseia no total desmatado no país em 2008. Estima-se que se a atual lei, que estipula regras para a preservação ambiental em propriedades rurais, vigorasse até 2020, seria derrubado no país 1,1 milhão de hectares de floresta (11 mil km²) a mais que em 2008.

Entretanto, caso a legislação aprovada na Câmara entre em vigor, o desmate poderá ser 1,7 milhão de hectares (17 mil km²) superior ao total registrado há três anos, ou seja, o Brasil perderia até 2020 uma área de florestas equivalente a três vezes o tamanho do Distrito Federal.

Para se chegar a este índice, os pesquisadores analisaram desde 2007 uma região entre o centro-norte do Mato Grosso e a porção Sul do Pará. Esta área, com extensão de 1.200 km² (equivalente ao tamanho da cidade do Rio de Janeiro) passa por expansão da fronteira agrícola em direção à Amazônia e é cortada pela BR-163, estrada federal que liga Cuiabá a Santarém.

“O objetivo era avaliar o impacto das políticas públicas sobre o uso da terra. Esta área pode proporcionar uma alta no desmate da Amazônia devido às melhorias na rodovia. Seria facilitado o acesso à mata fechada”, afirmou Saulo Rodrigues Filho, vice-diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da UNB e coordenador da pesquisa.

Ainda segundo Rodrigues Filho, foram realizados cálculos matemáticos na pesquisa (que custou cerca de R$ 275 mil, bancados pela União Europeia). Através desta estatística foi possível relacionar que o aumento do preço de commodities como a soja e a carne de boi se correlaciona de forma ‘perfeita’ com a taxa de desmatamento.

“Analisamos o impacto das políticas públicas de 1995 até 2010. Se a soja ou a carne bovina sofre uma alta no mercado internacional, o desmatamento aumenta na região da Amazônia Legal, porque haverá uma procura maior por essas culturas”, disse o pesquisador.

Impacto – Elaborado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PC-do B/SP), a nova legislação foi aprovada no último dia 24, em votação realizada na Câmara, em Brasília. Criticado por ambientalistas e por membros do governo, alguns itens aprovados foram:

– Pequenas propriedades rurais de até quatro módulos fiscais, que podem variar de 20 a 400 hectares, ficam isentas de ter a reserva legal. Nas maiores, a reserva deve abranger entre 20 e 80% da propriedade, dependendo da região.

– Fica permitido incluir as áreas de preservação permanente na soma da reserva legal.

– Quem desmatou APP na margem de rio, que é de 30 metros, deve recompor apenas 15 metros.

De acordo com o professor da UnB, o aumento da devastação da Amazônia Legal na comparação entre agosto e abril de 2009/2010 e 2010 /2011 é uma demonstração de que a mudança no governo (eleição da presidente Dilma Rousseff) e na legislação sobre o uso do solo já causou uma aceleração neste processo.

Dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) aponta um aumento de 27% no desmatamento entre os períodos (1457 km² entre 2009/2010 e 1848 km² entre 2010/2011).

“Essa flexibilização para os proprietários rurais, diminuição da reserva legal e redução das APPs (Áreas de Proteção Permanente) só vai diminuir a preservação. Era previsível que a revisão do código traduzisse em uma transgressão ambiental consentida”, afirmou Rodrigues Filho.

Código – O texto estabelece ainda que a União, estados e o Distrito Federal deverão criar programas de regularização ambiental para as propriedades rurais. Outro ponto polêmico foi a aprovação da emenda que garante a manutenção do plantio consolidado até julho de 2008 nas APPs de rios, encostas e topos de morro.

O governo não queria aprovar a emenda do jeito que estava e vai tentar derrubá-la (ou modificá-la) no Senado. A tramitação e análise do projeto com os senadores deve demorar mais seis meses.

Fonte: Globo Natureza